terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Como podemos conceituar a obsessão?



Segundo a definição de Kardec, obsessão é o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Transmissão mental de cérebro a cérebro, a obsessão é síndrome alarmante que denuncia enfermidade grave de difícil erradicação. Manifesta-se no início como inspiração sutil, até alcançar o clímax na possessão lamentável. É ideia negativa que se fixa, campo mental que se enfraquece, dando ensejo a ideias negativas que virão. O camp
o obsessivo, tal como ocorre nas enfermidades orgânicas, desloca-se da mente para o departamento somático onde as imperfeições morais do passado deixaram suas marcas no perispírito. O tabagismo, o alcoolismo, a sexualidade atormentada, os estupefacientes, tudo isso concorre para a instalação do processo obsessivo, do mesmo modo que a glutoneria, a maledicência, a ira, o ciúme, a inveja, a soberba, a avareza, o medo, o egoísmo são estradas de acesso para os Espíritos atormentados, sedentos de comensais com os quais possam continuar o enganoso banquete do prazer fugidio.

(Nos Bastidores da Obsessão,Manoel Philomeno de Miranda , Exórdio, pp. 7 e 9; Examinando a obsessão, pp. 28 e 29.)

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