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sábado, 28 de novembro de 2009

Prevenção do Câncer de Testículo





O que é Câncer de testículos?


Os testículos fazem parte do órgão reprodutivo masculino e são responsáveis pela produção dos espermatozóides. O câncer de testículo é um tumor menos freqüente, mas agravante de ter maior incidência em pessoas jovens em idade produtiva.
O câncer de testículo atinge principalmente homens entre 15 e 35 anos de idade, sendo considerado raro.
O câncer de testículos é facilmente curado quando detectado precocemente.


Sintomas

O sintoma mais comum é o aparecimento de um nódulo duro, geralmente indolor, aproximadamente do tamanho de uma ervilha. Mas, ao apalpar qualquer massa que não tenha sido verificada anteriormente, um médico deve ser procurado imediatamente, de preferência um urologista. Deve - se ficar atento a alterações como o aumento ou diminuição no tamanho dos testículos, dor imprecisa no abdômem inferior, sangue na urina e aumento ou sensibilidade dos mamilos.

Detecção Precoce

Atualmente, este câncer é considerado um dos mais curáveis, principalmente quando detectado em estágio inicial. O exame físico parece ser o melhor meio de detecção precoce, visto que a presença de massa testicular é a queixa mais freqüente.


Diagnóstico

Através do exame físico seguidos de biópsia. É um dos tumores com maior índice de cura, visto ser altamente responsivo aos quimioterápicos disponíveis no momento. O câncer do testículo possui marcadores tumorais sangüíneos que podem ajudar no diagnóstico e no acompanhamento futuro da doença.


Tratamento

O tratamento inicial é sempre cirúrgico, através de um pequeno corte no abdome, quando se expõe o testículo e realiza - se uma biópsia. O resultado ao material retirado é feito no momento da cirurgia. Nos casos de positividade para câncer, é procedida a retirada do testículo ( que nada afeta a função sexual ou reprodutiva do paciente, caso tenha o outro testículo normal). A seguir é feita uma pesquisa no organismo do paciente ( com exames para procurar outros locais da doença), quando o especialista determina a continuidade do tratamento.


Prevenção

O auto-exame dos testículos é um hábito saudável e muito importante na prevenção deste tipo de câncer.
Ele deve ser realizado mensalmente, sempre após um banho quente. O calor relaxa o escroto e facilita a observação de anormalidades.

Prevenção do Câncer de Mama



O que é?

A amamentação e a sexualidade feminina deveriam ser únicas preocupações das mulheres em relação às mamas, mas infelizmente não as são. Todas as mulheres devem consultar com seu médico pelo menos uma vez por ano e fazer exames rotineiros conforme a idade e sua história de vida.

Há alguns anos o Câncer de Mama figura no topo da lista das causas de morte por neoplasia maligna entre mulheres de todos o mundo, inclusive no Brasil, com uma expectativa de 50.000 novos casos por ano no nosso país.
Esta incômoda posição é motivo de muita pesquisa e estudos, objetivando um diagnóstico cada vez mais precoce e tratamentos mais conservadores, menos mutilantes e agressivos, proporcionando uma melhoe expectativa de Vida para os pacientes.


Diagnóstico

O exame físico feito pelo médico especialista e mamografia de rotina são armas eficazes para a detecção precoce do câncer de mama.
Tendo em vista os aspectos citados, o Hospital Santa Rita do Complexo Hospitalar Santa casa de Misericórdia de Porto Alegre está promovendo um serviço de prevenção ao Câncer de Mama, no qual serão estimulados exames rotineiros no iagnóstico precoce, tais como: mamografia, ecografia mamária, ressonância nuclear magnética: individualizando a necessidade de tais exames através da história pessoal e familiar, idade, fatores de risco e exame físico.
O serviço conta com médicos experientes e especializados nos melhores centros internacionais e com uma equipe multidiciplinar eficiente e capz de propor o suporte necessário ao atendimento.

Importânte: Faça você mesmo o auto exame !

domingo, 22 de novembro de 2009

Clitóris



Publicado em: 01/04/2001. Última revisão: 11/12/2008
Jornalista Miguel Valdívia - especial para a Saúde na Internet



Atualmente, falar de orgasmo, de ejaculação ou de masturbação não é surpresa senão para as pessoas da velha geração onde a informação era um assunto reservado. Entretanto, ainda com a mudança de atitude perante o conhecimento mais profundo de nosso corpo, permanecem muitos mitos e desinformações que chegam até o presente.

A mídia, agora, enche-se de termos e explicações cientificas para os fenômenos, mas poucos detêm-se sobre os conceitos fundamentais que todo médico especialista conhece, porém ao qual poucos novatos tem acesso.

Um de estos termos, que tem sido muito exposto mas quase sem apresentações concretas é o clitóris que, mesmo falando-se muito dele, referem-se como o pênis dos homens porém menor.

Esta afirmação não está errada e inclusive existem estudos que demostram que o clitóris é ainda maior que seu irmão masculino, entretanto, existe muito mais o que se dizer sobre esta importante parte da genitalidade feminina que, em muitos casos, é o origem do orgasmo e que, algumas culturas atrasadas, é extirpado devido à noção de que torna a mulher "indigna" para o casamento.

Como é o clitóris?

Em sua parte mais externa tem o tamanho de um dedo pequeno, em média com 2 centímetros de comprimento e de 8 a 3 milímetros de diâmetro, ereto ou não. Segundo explica o psicólogo e sexólogo Xavier Conesa, diretor do Centro Psicológico e de Especialidades, "as ramificações nervosas encarregadas do prazer feminino, situam-se principalmente na parte mais externa do clitóris".

São cerca de 6.000 as fibras nervosas que concentram-se nele e que torna-o altamente sensível aos diferentes tipos de estimulação.

A psicóloga especialista em sexualidade humana, Iracema Teixeira, explica que este órgão situado na parte mais externa da vagina é um dos principais envolvidos na reação orgásmica.

Mesmo parecendo uma estrutura pequena, trata-se só de a ponta do iceberg já que inclui um tecido erétil muito grande, vasos sangüíneos, glândulas e nervos.

A parte visível é uma glândula, entretanto a totalidade deste órgão (em as cerca de 20 partes nas que tem sido dividido para seu estudo) chega inclusive até a uretra (conduto da urina) como um tecido muito similar ao que rodeia a uretra masculina.

Segundo a pesquisadora norte-americana Rebecca Chalker, que publicou em setembro o livro "The Clitoral Truth", diferente do pênis masculino, o clitóris, na mulher só tem a função de outorgar prazer.

Aliás, explica que todos os bebes até as 8 semanas de gestação parecem ser mulheres. De acordo com a comunidade científica, a diferenciação produz-se porque a partir deste período a testosterona começa a desempenhar o seu papel e o feto sofre as modificações que definem seu sexo.

Erotismo

A especialista Iracema Teixera diz que, igual à anatomia masculina, a medida que mais nos afastamos do corpo, maior é a quantidade de prazer que a mulher experimenta. Por isso, o clitóris, como órgão mais externo da genitalidade feminina é uma grande fonte de prazer.

A doutora Chalker explica que para gozar da melhor maneira as possibilidades do corpo da mulher, deve-se conhecer com maior profundidade seus órgãos sexuais.

Um exercício adequado para este fim seria praticar jogos sexuais antes da penetração que permitam observar e experimentar o clitóris; as mudanças de cor e de tamanho são visíveis e o parceiro aprende a conhecer como estimular ao outro.

Uretrites



É a designação genérica para processos inflamatórios ou infecciosos da uretra (canal que conduz a urina da bexiga para o meio externo, ao urinarmos) masculina e feminina. Os sintomas da uretrite compreendem: a descarga uretral (secreção) que varia de acordo com o agente etiológico, desconforto urinário sob forma de ardência e/ou dor para urinar e às vezes sensação de "coceira" na parte terminal da uretra (perto do meato urinário na glande peniana). Estes três principais sintomas podem variar de intensidade de acordo com a doença.
As uretrites inflamatórias (sem a participação de germes), em grande parte, são originadas pelo trauma externo, como por exemplo o hábito de ordenhar a a uretra após urinar, ou hábito masturbatório, lembrando aqui que a uretra é uma estrutura bastante superficial e sensível. O trauma interno, como aquele que ocorre após manipulação com instrumentos ou sondas, também pode originar uma uretrite inflamatória, que deverá receber tratamento sintomático adequado.
As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DST), que é o nome atualmente aceito para as antigas doenças venéreas, termo este empregado no passado, quando blenorragia (gonorréia) e sífilis dominavam o cenário das DST. Ainda deste conceito temos a classificação das uretrites infecciosas, como uretrite gonocócica e não-gonocócica. A gonocócica, como diz o termo, é a causada pelo gonococo (N. gonorrhoeae) e as não-gonocócicas são mais comumente causadas por um dos germes a seguir: clamidia, micoplasma e ureaplasma. A uretrite gonocócica produz extremo desconforto uretral, com dor, ardor, urgência urinária e secreção abundante, esverdeada, que suja a roupa íntima do(a) portador(a). Já as demais uretrites, podem ter sintomatologia escassa, com pouca ou nenhuma secreção no início da doença. Um dos sintomas mais comuns, é o misto de ardência para urinar com coceira após urinar. Na suspeita deste tipo de uretrite, devem ser realizados exames laboratoriais para se tentar descobrir o germe responsável. Uma história detalhada e um exame físico minucioso devem ser realizados.
Muitas uretrites inadequadamente tratadas podem evoluir para complicações mais sérias, como uma cervicite e doença inflamatória pélvica na mulher ou orquite, epididimite ou prostatite no homem. Na maior parte das vezes o urologista vai preferir tratar o casal, mesmo que o(a) parceiro(a) não apresente sintomas importantes. Como sequelas das complicações das uretrites mal conduzidas, podemos citar infertilidade e as estenoses de uretra.


Sífilis


Doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e normalmente transmitida através do contato sexual ou pelo beijo. A infecção através de objetos contaminados é bastante rara, pois a bactéria morre em contato com o ar. Um feto carregado por uma portadora de sífilis pode contrair a doença, condição denominada de sífilis congênita.
Histórico
Acredita-se que a sífilis foi introduzida na Europa em 1493 por um grupo de marinheiros retornando da primeira expedição de Cristovão Colombo à America. Já no século XVI, a sífilis tornou-se a maior epidemia pública. O aspirilo, responsável pela doença, foi descoberto somente em 1905, pelo zoologista alemão Fritz Schaudinn. Em 1906 o bacteriologista alemão August vom Wassermann desenvolveu o primeiro exame de sangue para diagnosticar a doença. Em 1909 outro bacteriologista alemão, Paul Ehrlich, desenvolveu o primeiro tratamento efetivo. Em 1943 a penicilina mostrou-se bastante efetiva no combate à sífilis e até hoje continua sendo o medicamento preferido para o tratamento dessa doença.
Intensos programas de saúde pública reduziram o número de casos reportados nos Estados Unidos de 160.000 (1947) para 25.000 (1975), porém o número cresceu para mais de 39.000 em 1988. Durante a década de 70, a maioria dos casos de sífilis em homens ocorreu em homossexuais, entretanto o aumento no número de casos durante a década de 80 aparenta ser em indivíduos heterossexuais. Este fato aumenta a incidência da sífilis congênita, que causa um grande índice de mortalidade infantil. Pessoas portadoras de AIDS (SIDA) têm maiores chances de desenvolver sérias formas de sífilis e a sofrerem recaídas após tratamentos que normalmente curam a doença.
Estágios e Sintomas
O primeiro estágio da sífilis é caracterizado por uma pequena lesão, que aparece na região de contágio, de três a seis semanas após a contração. Os fluidos oriundos dessa lesão são extremamente infecciosos. Em um segundo estágio, que manifesta-se cerca de seis semanas mais tarde, ocorre um repentino aparecimento de lesões. Úlceras doloridas desenvolvem-se na boca, assim como em várias regiões do corpo; lesões em forma de pequenas protuberâncias, também altamente infecciosas, podem aparecer na região genital; dores de cabeça, febre e inchamento das glândulas linfáticas são, algumas vezes, observados. Estes sintomas normalmente desaparecem de 3 a 12 semanas. A doença entra então em um estágio latente não apresentando sintomas externos, porém as inflamações podem instalar-se em órgãos internos. Este estágio latente pode durar de 20 à 30 dias. Em 75% dos casos não ocorrem outros sintomas além dos já mencionados; entretanto, quando o estágio final ocorre (sífilis terceira), nódulos enrijecidos podem se desenvolver em tecidos sob a pele, nos tecidos mucosos e nos órgãos internos. Os ossos são freqüentemente afetados, assim como o fígado, os rins e outros órgãos viscerais. Infecção do coração e dos principais vasos sanguíneos ocorrem em casos terminais. Em aproximadamente 15% dos casos de sífilis terceira ocorre o que é chamado neurosífilis, representado pela perda do controle urinário, degeneração dos reflexos e perda da coordenação muscular, que pode levar à paralisia. Durante este estágio, infecções no trato urinário podem, em uma gravidez, levar ao aborto ou ao nascimento de uma criança portadora de sífilis congênita. Crianças afetadas normalmente apresentam sinais típicos como: testa grande, nariz seliforme e dentes mal formados. Perto da segunda década da vida, tais crianças podem apresentar deterioração no sistema nervoso central.

A sífilis é detectada através dos sintomas de um dos vários testes de sangue ou de fluido da coluna espinhal. A droga mais usada no tratamento é a penicilina benzatina que é ministrada em duas injeções separadas por uma semana de intervalo. Quando se trata de neurosífilis, o antibiótico é ministrado três vezes por semana.
O controle da sífilis inclui localizar as pessoas que tiveram contato sexual com portadores e tratar aquelas cujo contato se deu durante o período de contaminação. O uso da camisinha oferece alguma proteção contra a sífilis.

Herpes



Os vírus herpes simples (VHS) tipo 1 e tipo 2 são ambos da família herpesvirus humanos, a qual ainda inclui o citomegalovírus, o Epstein-Barr vírus, varicela zoster vírus e herpesvirus humanos específicos (Kaposi). A principal característica dos herpesvírus é a de produzir infecções latentes, potencialmente recorrentes. A latência se desenvolve a partir da sobrevivência do material genético do vírus dentro de células hospedeiras, sem produção de partículas infectantes.
A infecção genital pelo VHS é adquirida a partir do contato de superfícies cutâneas (pele) ou mucosas genitais com os vírus infectantes. Sendo um parasita celular obrigatório (é desativado pela perda de umidade à temperatura ambiente), é pouco provável que se transmita por aerossol (gotas microscópicas) ou fômites (peças de vestuário íntimo, assento do vaso sanitário, papel higiênico, etc.), sendo o contato sexual, orogenital ou genito-anal e gênito-genital, o modo habitual de transmissão.
Acredita-se, a exemplo de outras infecções genitais, que o VHS penetre no corpo humano por pequenas escoriações (raspados) ou fissuras na pele ou mucosas, resultante do ato sexual. Após sua infecção, o VHS é transportado através dos neurônios (nervos), com isto podendo variar seus locais de recidiva. Na infecção inicial a gravidade das lesões será diretamente proporcional à imunidade da pessoa, disto também dependerá a freqüência e gravidade das recidivas. A pessoa que teve infecção anterior pelo VHS oral poderá ter uma infecção pelo VHS genital atenuada (menos grave) pela presença de anticorpos cruzados.
Não existe até o presente momento, cura para qualquer tipo de herpes. Todo o tratamento proposto visa aumentar os períodos de latência em meses e até anos. A partir de diagnóstico clínico e laboratorial, medidas higiênicas devem ser tomadas para o indivíduo e sua/seus parceiros sexuais. Em mulheres grávidas, maiores cuidados em relação ao feto devem ser adotados, mesmo que o diagnóstico não tenha sido na gestante e sim no seu parceiro sexual. Este, infectado, deve evitar o coito durante a gravidez ou fazê-lo de modo seguro.
Como adquiri isto ? Pergunta freqüente de consultório, sempre implicando em "infidelidade". Esta pode estar presente, sem dúvida, mas grande parte dos infectados é assintomático até sua primeira crise herpética, num intervalo que pode ser de muito tempo e depois de vários relacionamentos amorosos.
Lembro aqui que o perigo maior de contágio está nas lesões por recorrência quando então o indivíduo deve se proteger para não transmitir durante a atividade sexual.
Fatores que baixam a imunidade, como gripes ou resfriados e o stress podem contribuir para tornar as recidivas mais freqüentes. Por isto pacientes aidéticos podem ser cronicamente molestados por esta doença. Não há evidências médicas de relação do herpes com qualquer tipo de câncer humano.

Doenças Sexualmente transmitidas ou DST



Doenças sexualmente transmitidas ou DSTs, são doenças infecciosas que podem ser disseminadas através do contato sexual. Algumas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, porém formas não-sexuais de transmissão são menos frequentes. Estima-se que de 10 a 15 milhões de americanos tenham doenças sexualmente transmitidas, muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorréia, inflexão da uretra não causada pela gonorréia, herpes genital, candiloma, scabics (mites) e infecções na uretra e na vagina causadas pela bactéria Chlamydia trachomatis, pelo protozoário Trichomas e pelo fungo monilia. Vários estudos mostram que as doenças sexualmente transmitidas afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais nos Estados Unidos.
Um grande número de infecções são transmitidas predominantemente ou exclusivamente por contato sexual. Além das doenças epidêmicas que foram citadas acima, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecção vaginal causada pela bactéria Hemophilus e muitas outras. DSTs podem ser causadas por uma grande variedade de organismos, tais como o protozoário Trichomonas, a levedura causadora de moniliasis, bactérias causadoras da gonorréia e da sífilis e o vírus que causa a herpes genital.
Transmissão
A transmissão de todas estas doenças só ocorre através do contato íntimo com a pessoa infectada, porque todos os organismos causadores morrem rapidamente se forem removidos do corpo humano. Apesar da área de contato ser normalmente as genitais, a prática de sexo anal e oral pode também causar infecções. Gonorréia, sífilis e infecção clamidial podem ser transmitidas de um portadora grávida ao filho que está sendo gerado, tanto através do útero como através do parto.
Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, porém a gonorréia e clamídia podem causar infertilidade em mulheres.
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Controle
A natureza epidêmica das doenças sexualmente transmitidas as torna de difícil controle. Algumas autoridades em saúde pública atribuem o aumento no número de casos destas doenças ao aumento de atividade sexual. Outro fator que também contribui significativamente é a substituição do uso de camisinha (condom) - que oferece alguma proteção - por pílulas e diafragmas com métodos anticonceptivos. Os padrões das doenças sexualmente transmitidas são bastante variáveis. Enquanto a sífilis e a gonorréia eram ambas epidêmicas, o uso intensivo de penicilina fez com que a freqüência da sífilis caísse para um nível razoavelmente controlado; a atenção voltou-se então ao controle da gonorréia, foi quando a freqüência da sífilis aumentou novamente. Os casos de herpes genital e clamídia também aumentaram durante a década de 70 e durante o início da década de 80.
O tratamento de doenças sexualmente transmissíveis é feito basicamente com antibióticos. A penicilina tem sido uma droga eficiente contra a sífilis e a gonorréia, porém muitos dos organismos causadores da gonorréia são hoje resistentes à penicilina; usa-se nestes casos o ceftriaxone ou a spectinomicine. A tetraciclina é usada para tratar o linfogranuloma venéreo, o granuloma inguinale e a uterite clamidial. Existem tratamentos específicos para a maioria das doenças sexualmente transmitidas, com exceção do molluscum contagiosum. A droga antivirus aciclovir tem se mostrado útil no tratamento da herpes.
A única forma de se prevenir a dispersão das doenças sexualmente transmitidas é através da localização dos indivíduos que tiveram contato sexual com pessoas infectadas e determinar se estes também necessitam tratamento. Localizar a todos, entretanto, é bastante difícil, especialmente porque nem todos os casos são reportados.
AIDS (SIDA) e a hepatite B são transmitidas através do contato sexual, porém estas doenças podem também ser transmitidas de outras formas.

Candidíase




É a infecção causada pela Cândida albicans, e não é obrigatoriamente uma DST. No homem, balanopostite ou postite por cândida e na mulher, vaginite ou cervicite por cândida. É um fungo que habita normalmente nosso organismo, tendo a função de saprófita (alimenta-se de restos celulares) no aparelho genital. Como qualquer outra micose, gosta de ambientes quentes e úmidos, como a vagina e o prepúcio. No homem, o microtraumatismo peniano que resulta de uma relação sexual pode ser o suficiente para desencadear o processo de instalação de uma balanopostite por cândida, que com certeza vai incomodar seu portador. Surge já nas primeira horas uma ardência ao contato com secreção vaginal ou à própria urina, bem como a pele torna-se avermelhada, brilhante e friável (descama com facilidade ao toque) com um prurido (coceira) intensa. Na mulher, o sintoma mais importante é o prurido vaginal ou dos lábios da vulva, seguido ou não por secreção vaginal (corrimento) branco. No período menstrual, como há intensa descamação do endométrio e perda de sangue (células mortas), há um aumento da população da cândida ( e outros saprófitas), pois há uma quantidade maior de restos celulares a serem removidos do organismo. Também, o uso prolongado de antibióticos, que não agem sobre os fungos, pode fazer uma seleção destes, aumentando sua população no organismo (por exemplo, sapinho). O contato sexual nestes dias pode resultar em candidíase em ambos os sexos. A excessiva população de cândida acidifica ainda mais o ph vaginal, que é o que causa a dor e a ardência genital em ambos os sexos.


A queixa pode surgir de qualquer dos sexos e como dito acima, é a cândida uma habitante normal de nosso organismo, desde que não nos agrida. Portanto, não há a menor possibilidade de erradicá-la definitivamente, uma vez que a adquiriremos novamente horas após, pela dieta, pelo ambiente, convívio social, sexual, etc. O tratamento visa principalmente alívio para os sintomas e diminuir a população do fungo a uma quantidade que não agrida nosso organismo. O tratamento do casal é imperativo e medidas higiênicas adequadas devem ser adotadas para seu controle efetivo.
Em alguns homens portadores de diabetes, pode ser necessária a remoção cirúrgica do prepúcio (circuncisão), como uma medida profilática à balanopostite por cândida. Ainda, o uso inadequado de absorventes ou duchas vaginais possuem papel importante na recidiva da candidíase da mulher.

Vasectomia



Neste Artigo:

- O que é a vasectomia?
- Quando é utilizada?
- Como é feita a preparação para a vasectomia?
- O que acontece durante o procedimento?
- O que ocorre após o procedimento?
- Quais são as vantagens da vasectomia?
- Quais são os riscos associados a este procedimento?
- Quando procurar ajuda médica?

"Cada vez mais procurada a vasectomia hoje já deixa de ser um tabu e passa a ser um método considerado definitivo no controle da natalidade".

O que é a vasectomia?

A vasectomia é um procedimento cirúrgico pelo qual um homem pode tornar-se estéril. O médico retira um fragmento de cada um dos dois canais (ductos deferentes) que são responsáveis por levar os espermatozóides dos testículos ao pênis. Os testículos são órgãos duplos que se localizam na bolsa escrotal.

Em poucos meses o sêmen (o líquido que é ejaculado durante o ato sexual) não mais conterá os espermatozóides.

Não há mudança na capacidade do homem em conseguir a ereção ou mesmo de desenvolver a atividade sexual após a cirurgia. A única diferença é a ausência de espermatozóides no esperma.

Quando é utilizada?

A vasectomia é um dos meios mais eficientes e seguros para obter controle de natalidade e só deve ser realizada a pedido do homem. É importante assegurar-se de que este é um procedimento na maioria das vezes irreversível.

Uma alternativa é escolher outros métodos de controle de natalidade, portanto pergunte ao seu médico sobre as alternativas disponíveis.

Como é feita a preparação para a vasectomia?

Recomenda-se seguir as orientações de seu médico, que planejará as medidas necessárias para a recuperação ideal após a cirurgia.

O que acontece durante o procedimento?

A vasectomia é realizada sem a necessidade de internação hospitalar, podendo ser feita no próprio consultório médico. Geralmente leva de 15 a 20 minutos. O médico aplica uma anestesia local em dois lugares na bolsa escrotal, realiza um pequeno corte na pele de cada lado, os ductos deferentes são expostos no lado de fora, onde em seguida de cada um deles é retirado um fragmento, desta forma cada pedaço do ducto remanescente é amarrada com o propósito de não haver uma possível recanalização. Este procedimento é feito nos dois ductos, um de cada vez. Após esta etapa os ductos são colocados de volta na bolsa escrotal e a pele é fechada por pontos.

O que ocorre após o procedimento?

Poderá ir embora após o término da cirurgia. Pode haver um pouco de dor no local por 3 ou 4 dias após a operação. Um pouco de sangue ou outro líquido pode escorrer pelo corte. A área em volta do corte pode inchar um pouco e a pele poderá ficar levemente azulada ou escurecida.

O médico pode recomendar o seguinte:

- Colocar uma bolsa de gelo no local da cirurgia por duas horas após o procedimento.
- Permanecer em casa por 2 ou 3 dias.
- Evitar carregar peso por no mínimo 1 semana.
- Usar uma cueca mais justa de modo a conter a bolsa escrotal por 4 ou 6 semanas.
- Tomar um analgésico simples como o Paracetamol (Tylenol) para aliviar a dor no período pós-operatório.
- Voltar ao trabalho o mais rápido possível, geralmente após alguns dias.

Você poderá voltar a ter relações sexuais tão logo se sinta à vontade para fazê-lo, o que ocorre geralmente após uma semana da cirurgia. Entretanto por pelo menos um ou dois meses use outro método preventivo para evitar uma gravidez indesejada. Isso é necessário até que os espermatozóides reservados se esgotem e o teste de contagem (espermograma) for negativo. Pergunte ao médico sobre outras medidas necessárias, bem como outros exames necessários para que se tenha segurança ao relacionar-se sexualmente.

Se realizou uma vasectomia há mais de 20 anos atrás ou já estava com mais de 40 anos na ocasião da cirurgia, terá um risco maior de desenvolver câncer de testículo ou de próstata. A Associação Americana de Urologia e a Sociedade Americana de Câncer recomendam que nestes casos haja exames para diagnosticar o câncer. Os exames possíveis incluem o toque da próstata via retal, de ano em ano e um outro exame que dosa no sangue os níveis de um antígeno específico do câncer (PSA).

Quais são as vantagens da vasectomia?

- Método seguro para evitar a gravidez.
- Não é necessário que se tome nenhum tipo de pílulas ou outras substâncias.
- Não é necessário que haja interrupção do ato sexual.

Quais são os riscos associados a este procedimento?

- A anestesia local pode não fazer efeito totalmente e algum tipo de desconforto pode ocorrer.
- Também em alguns casos mais raros, pode haver uma reação alérgica à droga utilizada como anestésico.
- Os tecidos ao redor do corte podem ficar inchados.
- Pode haver sangramento na região da operação.
- Existe a chance de que em meses após a cirurgia, espermatozóides ainda estejam presentes no esperma e isso acarretar em gravidez indesejada.
- Existe ainda o risco de infecção.

Pergunte ao seu médico sobre estes riscos.

Quando procurar ajuda médica?

Chame o médico imediatamente quando:

- Uma febre se desenvolver.
- Houver dificuldade em urinar.
- Houver inchaço exagerado nos testículos.
- Tiver dúvidas sobre o procedimento ou os seus resultados
- Quiser marcar uma nova consulta.
Copyright © 2005 Bibliomed, Inc. 24 de Outubro de 2005.