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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A Dengue e o Jardim

O verão está aí, e com ele os casos de dengue aumentam ainda mais. O problema ganha dimensões epidêmicas e a cada ano que passa faz mais vítimas fatais.

A doença não discrimina ninguém, são crianças, adultos e idosos, homens e mulheres, ricos e pobres que adoecem, devido à picada do mosquito Aedes aegypti contaminado. Todos devem fazer a sua parte para proteger a sociedade. Em especial os jardineiros e paisagistas têm uma responsabilidade muito importante neste cenário. Todas as pessoas que gostam de plantas, e cultivam jardins domésticos, seja de forma profissional ou amadora, devem zelar para que o jardim permaneça livre do mosquito.

Jardins abandonados e mal cuidados são importantes focos de procriação e abrigo, tonando-se verdadeiros criadouros para os temidos mosquitos. E não adianta cuidar hoje do jardim, tem que ser um trabalho contínuo, diário, de vigília e manutenção.

Para tomarmos as medidas cabíveis, é necessário entender como funciona o ciclo de vida do mosquito. Eles são mosquitos urbanos, próprios de regiões tropicais e subtropicais e não resistem ao frio. As fêmeas são as únicas a sugar o sangue, elas procuram reservatórios de água parada e limpa para desovarem. Os ovos são depositados na parede dos recipientes e aguardam que o nível de água suba para eclodirem. Eles desenvolve-se por metamorfose completa. Seu ciclo de vida, portanto, compreende quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto.

As fêmeas do A. aegypti preferem o sangue de humanos ao de outros animais, além disso seus hábitos de alimentação são diurnos, ao contrário de muitas outras espécies de mosquito que preferem picar à noite. Além de transmitir a dengue, o A. aegypti é também o responsável pela transmissão da febre amarela.

Algumas medidas de prevenção à proliferação dos mosquitos no jardim e nas plantas:


Mantenha os vasos e pratinhos com a boca para baixo.
Foto: Liz JonesRemova e limpe todo e qualquer reservatório de água que esteja inútil no jardim, como pneus, tampinhas, garrafas, vasos e pratinhos velhos.
Mantenha o jardim limpo e lixeiras fechadas. Lixo e entulho atraem pragas, mosquitos e acabam com o visual de qualquer jardim.
Guarde pratinhos, vasos e garrafas sempre com a boca para baixo, assim eles não acumulam água.
Evite o uso de pratinhos sob as plantas, além de ser um local próprio para a procriação dos mosquitos, os pratinhos dificultam a drenagem perfeita do substrato e podem provocar o apodrecimento das raízes das plantas.
As regas devem seguir a seguinte regra: Quando o substrato secar superficialmente, devemos irrigar a planta. (algumas plantas são exceção, verifique as particularidades das espécies que você cultiva). Os pratos são úteis apenas quando ficaremos longos períodos sem regar as plantas, como em viagens.
Se mesmo assim você preferir os pratinhos adote uma das seguintes soluções: Mantenha o pratinho cheio de areia (até a borda) e não esqueça de repor sempre que necessário ou acrescente borra de café pura ou a mistura de borra de café, feita com duas colheres de borra de café para meio-copo de água.
A mistura de borra de café é a solução ideal para as bromélias e outras plantas que precisam acumular água. Jamais deixe suas bromélias secas com medo da dengue, elas vão enfraquecer e morrerão em breve. Utilize a mistura de café a mantenha os mosquitos afastados.
O café é natural e não apresenta os problemas que os venenos comerciais podem ter. A borra de café pode invadir tranquilamente até as hortas ecológicas que utilizam adubos e defensivos orgânicos.
Cultive plantas repelentes e utilize seus produtos nas outras plantas do jardim, como citronela, neen, arruda, angico, gerânio, malva rosa, mastruz, artemisia, crisântemo, cravo de defunto. Caldas feitas com as folhas e flores dessas plantas e aplicadas com puverizador sobre as outras espécies podem funcionar como excelente repelente contra mosquitos e outras pragas de jardim.
Mantenha os bebedouros dos animais sempre limpos e troque a água diariamente, passarinhos e animais domésticos agradecem por ter água fresquinha e você acaba com as larvas e ovos dos mosquitos.
Piscinas devem ser tratadas o ano todo, independente se você utilizá-la ou não. Muitos bairros ricos, com piscinas grandes e luxuosas, abandonadas pelos seus proprietários a maior parte do ano, tornam-se focos de milhares de mosquitos de diversas espécies.
Laguinhos, espelhos d'água e fontes devem ter sempre peixinhos que se alimentem de larvas de mosquitos, como platis, molinésias, espadas ou betas. Se os seus peixinhos morrerem, descobra o porquê e reponha-os o mais depressa possível.

Ao criar seus arranjos florais, dê preferência à espuma floral, ao invés do vaso com água. A espuma não é ambiente para a reprodução do mosquito, além disso ela mantém o arranjo bonito por mais tempo. Mantenha a espuma floral úmida, jamais encharcada.
Aproveite e vá agora mesmo verificar o seu jardim. Não esqueça de contar as dicas para os seus amigos, vizinhos e parentes, para que todos conheçam as ferramentas no combate à dengue. Faça sua parte, isto é cidadania

Texto retirado do site www.jardineiro.net

Aromoterapia em sua Loja

A aromaterapia tanto pode ser uma ferramenta de diferenciação do seu ambiente de vendas como fonte de novos produtos para revenda na loja.

Para os céticos, basta um simples teste para comprovar a eficácia dos aromas. Os aromas tem ligação com a memória de cada um, ativando o sistema límbico.

Quando inspiramos o odor, as moléculas aromáticas flutuam ate uma espécie de câmara que fica na parte mais alta do nariz. Dali as informações olfativas são levadas para o cérebro para o tal sistema límbico, que é onde estão armazenadas as emoções e os sentimentos e, assim, os aromas acabam despertando reações diversas.

Todo estudo dos cheiros esta baseado nos chamados óleos essenciais, que nada mais são que substancias extraída de flores, folhas, frutos e sementes de plantas, revelando suas propriedades terapêuticas.

Dessa forma é possível empregar a aromaterapia para propósitos mil: os óleos podem ser desde estimulantes e revigorantes até relaxantes e refrescantes, entre outras funções.

Veja a tabela de usos:


Bergamota: Antidepressivo e Estimulante
Camomila: Relaxante
Canela: Estimulante
Cardamono: Estimulante
Cedro: Relaxante
Cipreste: Relaxante
Citronela: Relaxante
Cravo: Estimulante
Gengibre: Relaxante
Gerânio: Antidepressivo e Relaxante
Grapefruit: Antidepressivo e Relaxante
Hortelã: Estimulante
Jasmim: Afrodisiaco
Laranja: Relaxante
Lavanda: Relaxante
Limão: Antidepressivo
Manjericão: Estimulante
Patchouli: Afrodisíaco
Pimenta-negra: Antidepressivo
Rosa: Afrodisíaco
Sândalo: Relaxante
Tangerina: Antidepressivo


Texto: Augusto Aki
www.negocioscomflores.com.br

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cercas vicas Parte IV

Sugestões:


1. Plantas para delimitar áreas:


O buxinho é uma opção popular de arbusto longevo,
de crescimento moderado e próprio para cercas formais

Resedá-amarelo
Azaléia
Clúsia
Cruz-de-malta
Pingo-de-ouro
Viburno
Abélia
Gardênia
Hortênsia
Ixora
Ligustrinho
Oleagno
Nandina
Pitósporo-japonês
Louro-americano
Escova-de-garrafa
Lantana
Fórmio


2. Plantas para barrar pó e ruídos:

Murta
Dracena
Crista-de-peru
Manacá-de-cheiro
Malvavisco
Caliandra
Cheflera-pequena
Laurotino
Tumbérgia-erecta
Cipreste-dourado
Cedrinho
Tuia-macarrão


3. Plantas para barrar ventos:

Grevílea
Podocarpo
Bambu-gigante
Pinus
Cipreste-italiano
Cheflera-pequena
Kaizuka
Palmeira-areca
Cipreste-dourado
Cedrinho


4. Plantas para proteger contra invasores:

Coroa-de-cristo
Piracanta
Aveloz
Primavera
Berbéris
Sansão-do-campo

5. Plantas floríferas:

A rosa-de-sarom é um arbusto florífero bastante ramificado
e denso, excelente para a formação de sebes floridas

Camélia
Abélia
Resedá-amarelo
Marmelinho-ornamental
Manacá-da-serra
Rosa-de-sarom
Bela-emília
Primavera
Espirradeira
Estrela-do-egito
Gardênia
Hortênsia
Rosa-rugosa
Ixora
Abutilon
Lantana


Autor: Raquel Patro

Cercas Vivas - Parte III





Podas:

O modo, a forma e a freqüência com que os arbustos são podados, assim como a espécie escolhida vai determinar o estilo da cerca viva, que pode ser formal (formas compactas e geométricas) ou informal (formas livres e menos densas). As cercas vivas formais são apropriadas para jardins formais, como os de estilo inglês ou italiano. Elas geralmente necessitam de sol pleno, manutenção mais freqüente e arbustos de crescimento moderado, resistentes e de folhas perenes, pequenas e firmes.

Já as sebes informais são mais adequadas a jardins informais, como os de estilo tropical, rochoso e campestre. Na maioria dos casos estas cercas vivas são rústicas e dispensam maiores gastos com manutenção. Muitas vezes é preferível que cresçam completamente ao natural pois sua forma é mais bonita assim ou porque a espécie simplesmente não tolera podas.

Independentemente do estilo escolhido, as podas de cercas vivas se dividem em dois tipos: as de formação e as de manutenção. Na poda de formação estimula-se o adensamento da planta e o crescimento das gemas laterais, através da regulação do crescimento em altura da planta. Para isto a planta deve ser “treinada” desde jovem, adaptando-se gradativamente à forma final. Isto se obtém com tesouras próprias para poda, reduzindo-se os ramos muito viçosos e aparando ramos alongados que se destacam na folhagem.

Na poda de manutenção, além da forma básica que se deseja obter é importante atentar que a região inferior da planta não fique na ausência de luz. Este erro é mais comum do que parece e sua principal conseqüência é o surgimento de bases desfolhadas, com falhas e muitos ramos mortos ou doentes. Este problema acontece principalmente quando se submete à forma quadrada ou redonda formal sem considerar que a parte superior sempre crescerá mais que a inferior, pois tem mais acesso à luz. O quadro 1 ilustra a maneira correta e incorreta de podar.


Quadro 1Outro cuidado importante é evitar a formação de calosidades nos ramos por podas consecutivas no mesmo ponto. Estes engrossamentos dificultam a passagem da seiva, comprometendo a saúde da cerca viva. Para prevenir este problema é importante podar sempre a alguns milímetros do local da última poda.

As cercas vivas floríferas devem ser resguardadas de podas no período que antecede à floração, para que tenham a floração preservada. Cada espécie florífera tem suas particularidades quanto à época de poda que deve ser respeitada. O mesmo se aplica às cercas vivas que produzem frutos, muito embora as podas recomendadas para cercas vivas não sejam apropriadas à frutíferas, que frutificarão ocasionalmente.

Cercas Vivas - Parte II







Preparo do terreno e plantio:





Uma sebe leva em média cerca de 3 a 5 anos para atingir a altura, a largura, o formato, a resistência e a densidade necessárias para desempenhar sua função. Da mesma forma, a uniformidade das plantas também é de extrema importância em uma cerca viva, pois uma única planta com falhas pode acabar com o objetivo e o visual da cerca. Assim, os cuidados adequados no preparo do terreno e plantio de cada muda são indispensáveis à formação de um renque com saúde, beleza e longevidade, além de garantir seu rápido desenvolvimento inicial.

Atente ao espaçamento entre as mudas, que varia de espécie para espécie e deve sempre ser respeitado. Um erro comum é reduzir o espaçamento entre as mudas, com o intuito de acelerar a formação da cerca. Assim, as raízes e os ramos irão se sobrepor de maneira excessiva, gerando competição por luz, água e nutrientes e prejudicando o desenvolvimento e a saúde de cada planta. Ao invés disso, é preferível adquirir mudas mais desenvolvidas e até mesmo plantas adultas, respeitando o espaçamento recomendado para a espécie.






A melhor época de plantio é a primavera. Pode ser adotado o sistema de linha simples ou dupla (com covas intercaladas). O plantio em linha dupla é recomendado para a formação de cercas vivas mais largas em menor tempo. Neste caso as covas são feitas intercaladas, formando um zigue-zague. No entanto, este tipo de plantio acaba por consumir maior espaço no jardim em detrimento a outras áreas. A linha simples pode ser formada por uma única valeta ou por covas alinhadas. As covas devem ter, pelo menos, o dobro do tamanho do torrão de cada muda.

A preparação do solo inclui a correção do pH e da fertilidade, realizada preferencialmente com base na análise do solo em um laboratório de confiança. O incremento de matéria orgânica e adubos nesta fase são essenciais, mas devem ser balanceadas, pois há o risco de queimarem as delicadas raízes em formação. O ideal é seguir a recomendação de adubação para cada espécie. Uma boa formulação NPK para esta fase é 04-14-08 ou se preferir adubos orgânicos, utilize farinha de ossos e terra vegetal. Não esqueça de misturar bem os compostos à terra e deixá-la descansar antes do plantio por alguns dias.



















A irrigação deve ser diária nas primeiras semanas após o plantio, dando preferência para o final da tarde ou início da manhã. Após cerca de dois meses, podemos reduzir a freqüência das regas e iniciar a adubação de arranque, que estimulará o crescimento inicial. Esta adubação, ao contrário da adubação de plantio, é de cobertura e deve conter maior quantidade de nitrogênio, como na fórmula NPK 10-10-10.

O projeto para a implantação de um bom sistema de irrigação por gotejamento no plantio da cerca viva pode ser estudado e deve ser solicitado a um profissional da área como o paisagista ou o engenheiro-agrônomo.

Cercas Vivas:

Cercas Vivas - Parte I



Funções:


Aqui as cercas vivas delimitam canteiros, indicam caminhos,
definem o estilo e ornamentam o jardim
Foto: GuldfiskenAlém do indiscutível efeito decorativo, as cercas vivas têm duas funções primordiais no paisagismo: delimitar espaços e proteger. Ambas as funções têm um sentido abrangente, que oferece diferentes maneiras de utilização, de acordo com a necessidade de cada um.

Podemos, por exemplo, dividir o jardim em dois ou mais ambientes, sem, no entanto barrar a visão entre os espaços. Para isto, pequenos e médios arbustos, e até mesmo ervas se prestam. Já a criação de espaços menores, através da utilização de cercas vivas mais altas, favorece a intimidade e a introspecção, permitindo o uso da área para um longo bate-papo ou uma tranqüila meditação.

A privacidade, o conforto e a segurança são os anseios mais freqüentes quando se pensa em utilizar cercas vivas, seja em jardins residenciais, como em indústrias ou fazendas. Como foi citado anteriormente, a função de proteger é bastante ampla e desta forma podemos aproveitar as características das cercas vivas para nos oferecer a privacidade, o conforto e a segurança que tanto almejamos.


Cercas vivas mais altas oferecem privacidade e conforto
ao barrarem a poeira, o vento e ruídos.
Foto: Libby RosofAssim, uma sebe alta e compacta, protege com eficiência uma área com piscina contra olhares curiosos. Da mesma forma, cercas vivas largas e espessas formam uma forte barreira contra ventos, ruídos, e poeira. Já os arbustos espinhosos se prestam para manter invasores afastados e atém mesmo para coibir a fuga de animais maiores da propriedade, como bois ou cabras.

As cercas vivas são apropriadas também para esconder áreas ou estruturas feias no jardim, tais como: casas de máquinas, pequenos depósitos, composteiras, muros, lixeiras, etc.

O profissional paisagista deve saber explorar as funções básicas das cercas vivas, criando efeitos secundários, como orientar os pedestres pelos caminhos, destacar áreas ou elementos, atrair a fauna silvestre, adicionar movimento, textura, volume, contraste, estilo e perspectiva, entre outros aspectos não menos importantes que podem ser criados ou melhorados para o bem-estar e a satisfação dos utilizadores do jardim.


Cercas vivas formais exigem sol pleno
Foto: Michael McCauslinCom certeza, há espécies de plantas mais adequadas a uma ou outra função. Da mesma forma, as plantas escolhidas também devem se adequar ao clima e ao tipo de solo da propriedade, assim como o estilo do jardim e o nível de manutenção que será despendido.

No final deste artigo você encontrará uma lista com sugestões de espécies para diferentes funções. Estude as diferentes espécies para a função que você deseja e escolha sempre aquelas que se adaptam às condições de sua propriedade, dando preferência às espécies nativas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Cacto-margarida



Nome Científico: Lampranthus productus
Sinonímia: Mesembryanthemum productum
Nome Popular: Cacto-margarida
Família: Aizoaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: África do Sul
Ciclo de Vida: Perene

Suculenta rasteira e muito florífera, o cacto-margarida apresenta folhagem semelhante a das onze-horas. Suas flores formadas na primavera e verão são róseas e muito visitadas por abelhas. É uma planta versátil, podendo ser utilizada com forração, canteiros, maciços, bordaduras e em vasos, inclusive vasos supensos, em que ela fica pendente.

Devem ser cultivadas à pleno sol, em solo fértil, leve e com boa drenagem, regado a longos intervalos. Tolerante ao frio. Multiplica-se por estacas feitas após o florescimento.

informações do site http://www.jardineironet.com/


Bálsamo, Bálsamo-branco


Nome Científico: Sedum dendroideum
Sinonímia: Sedum praealtum
Nome Popular: Bálsamo, Bálsamo-branco
Família: Crassulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: México
Ciclo de Vida: Perene

O bálsamo é uma planta suculenta, largamente conhecida por suas qualidades ornamentais e medicinais. Seu caule é ramificado, de textura herbácea e porte subarbustivo, geralmente entre 30 a 90 centímetros de altura. As folhas são carnosas, glabras, brilhantes, de formato espatulado a ovado, recurvadas para cima, de cor verde a bronzeada e dispostas em rosetas nas extremidades dos ramos. As inflorescências surgem no outono e inverno, são do tipo panícula, terminais e compostas por pequenas e abundantes flores amarelas, pentâmeras e bastante decorativas.

No paisagismo, o bálsamo pode ser aproveitado isolado ou em grupos, formando assim maciços ou bordaduras informais em jardins contemporâneos, desérticos ou pedregosos. Versátil, também pode ser plantado em vasos e jardineiras, adornando varandas, pátios e sacadas. Por suas propriedades medicinais cicatrizantes, o bálsamo é uma espécie interessante para compor a horta doméstica. É ainda uma excelente opção para o jardineiro iniciante ou "esquecido", pela facilidade de cultivo, baixa manutenção e rusticidade.

Deve ser cultivado sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, preferencialmente arenoso, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado semanalmente na primavera e verão, e mensalmente no inverno. Por ser uma planta suculenta, o bálsamo é muito resistente a estiagem, no entanto, é bastante sensível ao encharcamento que provoca o apodrecimento das raízes. Tolerante a geadas. Multiplica-se por estaquia dos ramos e folhas, e por separação das brotações laterais.


Medicinal
Indicações: Ferimentos, queimaduras, inflamações da pele, contusões, ulceras, gastrites.
Propriedades: Cicatrizante, antiinflamatória, emoliente.
Partes usadas: Folhas frescas (Utilizar sob orientação médica).

Babosa,



Nome Científico: Aloe arborescens
Sinonímia: Aloe succotrina, Aloe mutabilis, Aloe perfoliata
Nome Popular: Babosa, Aloé, Aloé-candelabro, Babosa-de-arbusto, Erva-babosa, Erva-de-azebra, Caraguatá, Caraguatá-de-jardim, Aloé-do-natal
Família: Asphodelaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: África do Sul, Malauí, Zimbabue e Moçambique
Ciclo de Vida: Perene



A babosa é uma planta suculenta muito versátil e popular, com aplicações medicinais, cosméticas e paisagísticas. Seu porte é arbustivo, atingindo de 0,5 a 3 metros de altura. O caule é ramificado e com base lenhosa. As folhas se apresentam dispostas em roseta e são longas, carnosas, de cor verde azulada e com bordos denteados por espinhos agudos. Quando cortadas, as folhas revelam uma seiva transparente, como um gel. O florescimento da babosa se dá no inverno, despontando inflorescências altas, eretas e muito vistosas. As inflorescências são do tipo rácemo, com numerosas flores vermelhas, laranjas ou amarelas, tubulares e bastante atrativas para beija-flores e abelhas. Os frutos são do tipo cápsula.

Não surpreende o fato desta planta ser tão disseminada e cultivada no mundo todo, afinal, com tantos predicados era de se esperar que caísse no gosto popular. No jardim, com suas folhas e formas decorativas, a babosa presta-se para a formação de maciços densos, conjuntos com outras plantas ou mesmo em renques. É indicada especialmente para jardins rochosos ou áridos, em composições com cactos e outras suculentas, e para cercas vivas defensivas.

Esta suculenta também não pode faltar no jardim de ervas medicinais, pois é uma eficiente e rápida opção para o tratamento de queimaduras, irritações e abrasões da pele, isso sem considerar todas as suas outras propriedades terapêuticas e cosméticas. Ela é considerada tão rica em princípios ativos quanto sua "prima" Aloe vera, a babosa-medicinal. Seu crescimento é moderado a rápido e necessita de pouca manutenção e cuidados, sendo uma boa opção para jardineiros iniciantes. Cuidado: a babosa pode ser alergênica para algumas pessoas e sua ingestão não é recomendada sem supervisão médica.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo bem drenável, leve, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. A babosa é extremamente rústica e capaz de tolerar condições extremas como estiagem, solos inférteis, altitude elevada, frio, variações bruscas de temperatura e ventos. Adapta-se a uma ampla faixa climática, desde regiões subtropicais até equatoriais. Não resiste a geadas fortes. Multiplica-se por separação das mudas formadas entorno da planta mãe, assim como estaquia de folhas ou caule e, mais raramente, por sementes postas a germinar na primavera.


Medicinal
Indicações: Afecções da pele e anexos, reumatismo, úlceras, anemia, prisão de ventre, verminose, câncer, AIDS, imunodepressão, infecções respiratórias, etc.
Propriedades: laxante, antiinflamatória, antibiótica, antiviral, anticârcinogênica, cicatrizante, antipruriginosa, hidratante, tônica, estimulante, anti-helmíntica, emenagoga, emoliente.
Partes usadas: Folhas, seiva.

Mancha-parda, Mancha-marrom, Mancha-foliar



Nome Popular: Mancha-parda, Mancha-marrom, Mancha-foliar
Nome Científico: Bipolaris sp., Cochliobolus miyabeanus
Sinonímia: Drechslera sp., Helminthosporium sp.
Classe: Dothideomycetes
Filo: Ascomycota
Reino: Fungi
Partes Afetadas: Caule, folhas e frutos.


Sintomas: Manchas marrom-escuras, circulares ou arredondas em folhas, caules e grãos. Na região externa às manchas, caracteriza-se um halo amarelo-claro.
A mancha-parda é bastante conhecida na região sul do Brasil. É uma doença causada pelos fungos do gênero Bipolaris e infecta principalmente gramíneas. Estes fungos causam danos em arroz, coqueiro, pastagens, girassol, milho, côco, lupino, pândano, confete, dália, entre tantas outras plantas. As infecções são mais acentuadas em regiões tropicais, embora estes fungos sejam cosmopolitas.

As lesões normalmente são manchas marrom-escuras em folhas, caules e grãos sendo mais comumente encontradas nas folhas. Estas manchas são redondas ou circulares, tendo o centro mais claro e acinzentado. Na região externa às manchas, caracteriza-se um halo amarelo-claro. Em casos extremos, as manchas podem cobrir até a metade da área foliar. As infecções ocorrem principalmente na germinação e no florescimento e são de difícil controle.

A dispersão destes fungos ocorre prioritariamente devido à ação do vento e, em menor escala através de sementes e mudas infectadas. Além disso, em pequenas distâncias, gostas de chuva e/ou irrigação podem servir como meio de transporte aos esporos, infectando plantas próximas ao foco inicial. As condições favoráveis ao desenvolvimento destes fungos são temperaturas amenas associadas à alta umidade relativa do ar e molhamento frequentes. Além do mais, plantas com deficiência nutricional ou hídrica são mais propensas a ficar doentes.

O controle é realizado com aplicação de fungicidas, como a calda bordalesa¹, mas nunca de forma curativa e sim, preventiva visto que altas infecções são praticamente impossíveis de controlar. Em pequenos cultivos ou jardins ornamentais, recomenda-se principalmente ações que evitem o estabelecimento e disseminação da doença, como aquisição de sementes, mudas e plantas adultas livres de doenças, advindas de comerciantes confiáveis e preferir variedades, se disponíveis, com tolerância conhecida à doença. Ainda, manter as plantas podadas para que sempre haja ventilação e a água de irrigação não permaneça empoçada nas folhas, regulando tanto a temperatura como a umidade. A própria irrigação sempre que possível deve ser efetuada sobre o solo ou substrato e não sobre as folhas. Outro fator importante é a nutrição que afeta a fisiologia das plantas. Quando bem nutridas, as defesas dos vegetais em geral contra patógenos como Bipolaris são mais eficientes.

¹A receita da calda bordalesa você encontra ná página: Receitas para o controle de pragas e fungos.

Autor: Ives Clayton Gomes dos Reis Goulart
informações do site http://www.jardineironet.com/


Gengibre-de-kahili, Gengibre-amarelo, Líro-do-brejo-amarelo, Conteira



Nome Científico: Hedychium gardnerianum
Nome Popular: Gengibre-de-kahili, Gengibre-amarelo, Líro-do-brejo-amarelo, Conteira
Família: Zingiberaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Índia, Himalaia
Ciclo de Vida: Perene



O gengibre-de-kahili é uma planta herbácea, palustre, tropical, de porte arbustivo e florescimento decorativo. Seu caule é do tipo rizoma, horizontal, de onde saem os ramos eretos, altos, de até 2,5 metros de altura, formando touceiras verdes e viçosas. As folhas são alternas, verdes, coriáceas, grandes, inteiras, acuminadas, brilhantes, sésseis, de formato oblongo a lanceolado e com uma lígula membranosa. As inflorescências surgem no final do verão e no outono, e são eretas, longas, do tipo espiga, com numerosas flores amarelas, tubulares, perfumadas e com longos estames alaranjados. O fruto é uma cápsula oblonga, com numerosas sementes vermelhas e brilhantes.

No paisagismo, o gengibre-de-kahili pode ser utilizado para compor densos maciços e bordaduras em locais úmidos e que não seriam apropriados para outras plantas, encaixando-se perfeitamente em jardins de estilo tropical. Ele ainda oferece habitat para a vida silvestre, servindo de abrigo para pequenos répteis, anfíbios e outros animais. Também pode ser plantado em vasos e jardineiras grandes. Esta espécie pode se tornar invasiva em algumas situações.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido. É uma espécie ideal para áreas permanentemente encharcadas, tais como várzeas ou margens de açudes, lagos ou rios, pois tolera o excesso de água. Apesar de tropical, o gengibre-de-kahili tolera muito bem o clima subtropical ou temperado, podendo perder as folhas em um frio intenso ou por ocasião de alguma geada, mas rebrota em seguida na primavera. Multiplica por divisão do rizoma ou das touceiras.




informações do site www.jardeneironet.com


Couve-chinesa, Repolho-chinês, Acelga-chinesa



Nome Científico: Brassica rapa pekinensis
Sinonímia: Brassica chinensis pekinensis, Brassica pekinensis, Brassica pe-tsai, Brassica rapa pe-tsai, Brassica rapa amplexicaulis, Sinapis pekinensis, B. campestris pekinensis
Nome Popular: Couve-chinesa, Repolho-chinês, Acelga-chinesa
Família: Brassicaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: China
Ciclo de Vida: Anual


A couve-chinesa é uma hortaliça da família das brássicas, a mesma das couves, repolhos, nabos e brócolis. Apesar disto, ela se assemelha mais a alface e a acelga do que a uma couve comum. Ela vem sendo utilizada como verdura pelos chineses desde o século V antes de Cristo. A criativa culinária chinesa contêm um sem fim de receitas com esta couve, que pode ser consumida crua, cozida no vapor, refogada, frita e até ensopada. Nos últimos anos, esta couve se popularizou também no ocidente.

A couve-chinesa apresenta folhas grandes, espessas, de cor verde-clara, com a nervura central branca e destacada. Elas se fecham formando uma "cabeça" compacta, globular e alongada. Nutritiva e pouco calórica, ela é fonte de vitamina C e sais minerais como sódio, potássio, magnésio e cálcio. Por sua textura crocante, efeito refrescante e sabor suave, ela é perfeita para saladas cruas. Sendo rapidamente refogada, não perde a crocância e encaixa-se perfeitamente em pratos rápidos como o sukiyaki, ou o yakissoba.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica, bem preparado e elevado em cerca de 15 cm, e irrigado com frequência. Aprecia o clima ameno. Multiplica-se facilmente por sementes. Pode-se semear diretamente no local definitivo ou em sementeiras para posterior transplante das mudinhas. O espaçamento ideal é de 50 cm entre linhas e 40 cm entre plantas. O transplante deve ser efetuado quando as plantas atingirem 10 cm. Exigente em fertilidade, e principalmente em nitrogênio, a couve-chinesa necessita de adubação com esterco curtido ou N.P.K. O período frio é importante para a couve fechar a "cabeça". A colheita inicia-se após 75 dias do plantio no verão ou 90 dias no inverno.


informações do site: www.jarnienironet.com

Nome Popular: Barba-de-serpente, Ofiopogo, Ofiopógão


Nome Científico: Ophipogon jaburan
Sinonímia: Flueggea jaburan, Slateria jaburan, Liriope gigantea
Nome Popular: Barba-de-serpente, Ofiopogo, Ofiopógão
Família: Ruscaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Japão
Ciclo de Vida: Perene


A barba-de-serpente é uma planta herbácea, perene, estolonífera e de folhagem ornamental, semelhante a uma gramínea. Ela cresce em tufos (touceiras) baixos, de 20 a 40 cm de altura, e apresenta folhas longas e estreitas como fitas, coriáceas, glabras e recurvadas. A forma típica é de cor verde escura, mas a forma mais difundida e ornamental é a variegada, de folhas com estrias branco-creme ou amarelo-pálido. As inflorescências surgem no verão, em espigas com flores delicadas, em forma de sino, brancas ou arroxeadas. Apesar de bonitas, as flores são pequenas e acabam tendo importância ornamental secundária. Após a floração pode formar belos frutinhos do tipo baga, oblongos, de cor violácea a azul.

No paisagismo, a barba-de-serpente presta-se como excelente forração, em locais ensolarados ou semi-sombreados como sob a copa das árvores por exemplo. Ela também pode ser utilizada como bordadura, indicando caminhos e demarcando canteiros. O aspecto recurvado e pendente de suas folhas a torna uma planta para ser apreciada em vasos e jardineiras, adornando pátios e varandas. As espigas com os frutos arroxeados podem ser colhidas para compor belos arranjos florais com outras espécies.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia-sombra, em solo fértil, bem drenável, leve, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Tolera geadas e o frio do inverno subtropical. Rústica, é pouco exigente em manutenção. Fertilizações bienais com matéria orgânica e divisões das touceiras estimulam o desenvolvimento e floração da planta. Não necessita podas. Pode ser plantada em regiões litorâneas. Multiplica-se por divisão das touceiras ou mais raramente por sementes.


Informações do site www.jardineironet.com