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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

ESPIRITISMO, UMA VISÃO PANORÂMICA.

                                 

CAPÍTULO VII – MEDIUNIDADE
7.4. SONHOS, ÊXTASE, PROJEÇÕES, LETARGIA, COMA.

Pode-se classificá-los em três tipos:
a) Causados por reflexos fisiológicos em que a pessoa está dormindo com muita sede, por exemplo, e sonha que bebe água;

b) Reflexos psicológicos: nestes a pessoa repassa mentalmente, enquanto dorme, aspectos sobre o dia-a-dia, como um problema sério não resolvido, um fato marcante ocorrido ou previsto para o dia seguinte, etc.;

c) Vivencias espirituais em que o Espírito, desligado parcialmente do corpo físico, visita outros lugares, na Terra ou fora dela, entra em contato com Espíritos desencarnados e também encarnados, igualmente desdobrados pelo sono.

Ao despertar, há um rebaixamento vibratório no cérebro, fazendo com que muitas das lembranças se percam. O que lembramos é apenas uma parte do que vemos, ouvimos e fazemos durante uma noite inteira de sono. Algumas dessas lembranças podem emergir durante o dia na forma de intuições. Comumente, ocorrem sonhos de caráter misto, envolvendo dois ou três tipos anteriores.

Os quadros muitas vezes caóticos ou bizarros do fenômeno onírico podem ser explicados pelo somático de imagens, de lugares distantes jamais vistos ou da próxima encarnação, recordações desta vida e anteriores, acrescidas de sensações e criações elaboradas pela fisiologia cerebral, a partir de impressões físicas ou psíquicas. O esquecimento da maioria dos conteúdos dos sonhos tidos numa noite de sono – visto estar provado que sonhamos em todas elas – prende-se ao fato de o cérebro funcionar como uma válvula redutora, atenuando em certo grau ou até apagando totalmente as imagens, evitando inconvenientes iguais aos que ocorrem frequentemente no êxtase, como logo mais veremos.

Interessante no capitulo dos sonhos, por vezes, é a sua característica premonitória, causada exatamente pelas orientações de ouros Espíritos e maior liberdade da alma em relação à matéria, aumentando-lhe o grau das percepções.

Contudo, oportuno recordar que as tentativas de se estabelecer um código de decifração dos sonos possui pouco ou nenhum valor, tendo em vista que, via de regra, cada objeto ou situação possui uma significação diferente para cada individuo.
Realmente certos sonhos podem denotar uma certa relação com acontecimentos do presente ou do futuro, mas nem sempre funcionam, nem sempre aparecem e nem sempre tem o mesmo significado, mesmo para uma única pessoa. De modo geral sonhar com um campo verdejante, com um lugar calmo, com pessoas sorrindo, voar, etc., é indicativo de situações agradáveis da vida material e/ou espiritual; já pesadelos com quedas em abismos, perseguições no escuro, pisar em lama, acidentes de automóvel podem representar uma situação de alerta ou como efetivo pressentimento. Porem, pretender enquadrar todos os signos num padrão rígido que valha indiscriminadamente para todas as pessoas, são pura ilusão e charlatanice.

SONAMBULISMO – o sonho constitui um estado de sonambulismo incompleto, portanto, este é mais profundo e também mais significativo que aquele. Ocorre quando a pessoa dorme mais que isso, está cataléptica. Difícil aí saber o que é causa e o que é efeito. A erupção do sonambulismo só é possível após a catalepsia ou ele a provoca como necessidade para se apresentar? De qualquer forma, temos aí o médium de si mesmo. O próprio Espírito dirige o seu corpo como se fosse o de outro alguém, de fora, inconsciente. Pode ser natural ou provocado, também conhecido este como magnético.
No sonâmbulo pode ocorrer a transposição de sentidos. Os sensitivos dizem ver – e o fazem realmente – pelo estomago, pelo joelho, etc. note-se que as experiências demonstrativas desta peculiaridade só conformam as informações dos Espíritos Superiores a Kardec, quando declararam que eles não vêem – nem ouvem – por uma área especifica do corpo espiritual. Apesar de manterem a morfologia física, seus sentidos estão disseminados por todo o perispírito, tal qual, poderíamos figurar, a sensação de calor ou frio. Não há recordação posterior alguma. Nem sempre usam o corpo para locomoção como tanto se vê nos filmes; às vezes limita-se a falar. O transe sonambúlico guarda relação com o hipnótico. A pessoa expõe desejos, conflitos, frustrações, particularidades de temperamento e caráter. Também costuma descrever o mundo espiritual. Não se deve confundir o fenômeno anímico do sonambulismo com a mediunidade sonambúlica que é uma variedade da psicofonia. Aqui temos um transe mais extenso e mais profundo.

ÊXTASE – Também natural ou provocado e vai ainda alem do sonambulismo, embora permaneça no estado de vigília. O grau de desdobramento é elevado e o individuo percebe, vê e ouve muito da realidade espiritual. Mas como interpreta e reproduz segundo o prisma terreno, suas descrições podem sofrer distorções analogamente as comunicações dos desencarnados que falam de conformidade com o grau de entendimento. Às vezes há mais exaltação do que lucidez e Espíritos inferiores oportunizam o momento para insuflar idéias ridículas.
PROJEÇÕES CONSCIENTES – Destaquemos aqui as experiências realizadas pelo ex-parceiro de tarefas mediúnicas de Chico Xavier, o psiquiatra Waldo Vieira, expostas em obra especifica que trata das técnicas de desdobramento consciente. É um processo anímico, mas com nuanças mediúnicas. O autor admite a intervenção de mentores que o auxiliam na tarefa "mecânica" de desligamento e posterior acoplamento ao corpo físico e também de orientação no plano extrafisico. Deferência à projeção com o psicossoma, termo cunhado pelo Espírito André Luiz para designar o perispírito, da realizada sem o mesmo, utilizando-se somente do corpo mental, também citado por André Luiz. Diz-nos Vieira que nesta situação as condições de percepção são profundamente ampliadas. Aumentaria à capacidade intuitiva, a inspiração, a premonição, os pressentimentos, a clarividência, a audiência espiritual, a telepatia, a telecinesia, a psicometria e a bilocação seria facilitada. Ressalve-se que tais informações não são muito bem aceitas no movimento espírita por não contar com o endosso de outros estúdios ou repórteres espirituais (faltada universalidade de ensinamentos) e também por entenderem alguns que tais experiências estariam mais ligadas as praticas esotéricas. Mas como assunto de pesquisa cientifica, julgamos que deveriam merecer mais atenção de todos nós.

CATALEPSIA – Estado reconhecido como patológico caracterizado principalmente pela rigidez muscular e imobilidade do corpo.

LETARGIA – Trata-sede um sono mais profundo, no qual as funções de circulação e respiração parecem suspensas, o que deu motivo a que antigamente muitas pessoas fossem sepultadas vivas. Segundo o Dicionário Aurélio, é o resultado de insensibilidade característico do transe mediúnico.

COMA – Na seqüência é o estado seguinte de desdobramento mórbido. Provocado por traumatismos cranianos ou choques químicos ou emocionais violentos. Alguns casos são reversíveis; outros mantêm a vida vegetativa às vezes pro vários anos sem qualquer possibilidade de recobrar a consciência normal. O Espírito não pode mais reassumir o comando do corpo físico por incapacidade da cabine central, o cérebro; está fora e, no entanto, ainda a ele ligado (ver eutanásia). Traduzindo estes estados diversos em nível de atividade do cérebro, temos que acima de treze ciclos por segundo, estaremos no estado chamado beta e com consciência total. Diminuindo para algo entre sete e treze ciclos, estaremos mergulhados no estado alfa, característico do relaxamento consciente ou sonho inconsciente. Entre quatro e sete ciclo/segundo teremos o estado theta com a paz meditativa consciente ou a situação de desmaio, portanto, inconsciente. De um a quatro ciclos, entramos no estado critico do coma, se for inconsciente ou do êxtase
consciente; é o chamado estado delta. Finalmente,quando o cérebro zerar a sua atividade, advém a morte fisiológica ou mais precisamente a cerebral.


Fonte – Espiritismo, uma visão panorâmica – Wilson Czerski.
Editora – O Clarim – fevereiro de 2006

quarta-feira, 18 de junho de 2014

AS DEZ COISAS QUE OS SERES DAS SOMBRAS MAIS GOSTAM QUE VOCÊ FAÇA



1. - Que você minta, que não viva a verdade em cada ato, que não faça da vida aquilo que gosta, que procure preponderar os interesses materiais em relação aos conscienciais e... que jamais cumpra com a sua palavra.

2. - Que você tenha muita dúvida, que sinta-se inseguro o tempo todo e que não tenha fé na vida, nas pessoas e nas possibilidades que o universo nos oferece.

3. - Que você não estabeleça uma conexão com a Fonte Divina ou Deus. Que você acredite que só se vive uma vida. Em especial que você se concentre em aproveitar a vida no sentido de apenas se divertir o tempo todo, principalmente, que você não dê atenção à evolução do amor e da consciência. Quanto menos você pensar e agir no sentido de realizar a missão da sua alma, que é o propósito da sua existência, mais você agrada os seres das sombras e mais você facilita o trabalho deles.

4. - Que você não se preocupe jamais com os outros. Que não pense em caridade, em bem-estar alheio, em colaborar para a formação de uma sociedade mais digna e elevada. Quanto mais você pensa unicamente nos seus interesses mundanos, mais você agrada e facilita o trabalho das sombras.

5. - Que você jamais perdoe, que sinta muita raiva e desejo de vingar-se das pessoas as quais lhe fizeram mal. Além disso, que você faça valer a sua palavra a qualquer preço, sem compaixão, sem paciência e sem respeito. O tipo de campo de energia produzido por esses sentimentos alimenta muito a força dos seres das sombras, oferecendo a eles alimento, energia e campo de ação para suas investidas nefastas.

6. - Que você jamais estude e que nunca busque o desenvolvimento de seus potenciais. Em especial que você seja acomodado, preguiçoso e sem iniciativa. Quanto menos você cuidar do seu corpo, da sua mente, das suas emoções e do seu espírito, mais você ajudará a facilitar o trabalho das sombras. Quanto mais alienado e cético você for, melhor!

7. - Que você seja fanático, determinista, inflexível, convicto e fascinado. Quanto menos tolerância, equilíbrio, leveza e sensatez você tiver nos seus atos, mais você contribuirá para as estratégias dos seres das sombras.

8. - Que você elimine da sua vida a oração, a meditação e qualquer tipo de prática espiritual. De preferência que você substitua essas práticas por vícios como drogas, álcool, fumo, alimentação desequilibrada, jogos e sexo promíscuo. Quanto mais você abandonar práticas saudáveis, mais você contribuirá para abrir a porta de acesso que liga os seres das sombras até você.

9. - Que a sua disciplina seja muito ruim e que você nunca tenha persistência para seguir seus objetivos, para realizar suas práticas diárias de conexão com Deus e que nunca tenha perseverança em seguir os seus sonhos.

10. - Que jamais acredite na sua intuição e que siga apenas a voz da razão e que não confie em nada, absolutamente nada que não seja comprovado cientificamente ou que não tenha relevância acadêmica. Em especial, que você abandone a sua sensibilidade de perceber as coisas e situações, acreditando apenas no que você vê com os próprios olhos. De preferência, quando situações ruins acontecerem em sua vida, vitimize-se e rapidaente encontre um culpado, que certamente não deve ser você.

Não quer alimentar atitudes que atraiam obsessores ou seres das sombras para a sua vida? Quer construir um estilo de vida que lhe faça feliz? Quer estar em sintonia com as Fontes Divinas?
Então, faça um exame de consciência e elimine da sua vida esses comportamentos citados anteriormente. Eliminando esses erros comuns você certamente dará um importante passo na conquista de uma vida cheia de bênçãos e bem aventurança!



Autor Desconhecido

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Tranformação Interior

Jorge era um sujeito comum. Tinha um bom emprego, relacionava-se bem com os colegas e era um profissional exemplar.
Não menos dedicado à família, era um pai respeitado e marido compreensivo.
Claro que também cometia erros e tinha problemas, como todo ser humano.
Às vezes, também reclamava da vida. Como toda pessoa, tinha sonhos e desejos irrealizados. O problema é que, com o tempo, sem que se soubesse o porquê, essas reclamações se tornaram cada vez mais constantes. As menores dificuldades que surgiam o aborreciam profundamente, ao mesmo tempo em que o desânimo com o trabalho aumentava. Os conselhos o deixava irritado e os filhos já não lhe despertavam a ternura de antes. Só conseguia relaxar da tensão e da ansiedade do dia a dia na hora na cervejinha com os amigos.


Com o tempo, perdeu completamente o interesse pelo trabalho, chegando, mesmo, a odiar o emprego. O convívio com a família se tornava cada vez mais insuportável e sua válvula de escape era beber... cada vez mais.

A esposa, temendo a ruína total do lar, sugeriu que o marido procurasse orientação psicológica. Jorge, num lampejo de lucidez, aceita, mas não comparece a mais do que uma sessão. Cada vez mais ausente e apático, só encontrava forças para brigar, enfurecido, com a família, o que fazia com um certo prazer ao ver seus entes queridos magoados. Isso acabava gerando um complexo de culpa, o que o deixava preso ao círculo vicioso e doentio da depressão.

À noite, quase não dormia. Tinha pesadelos constantes, escutava passos e via vultos pela casa. Não admitia, mas no fundo começava a acreditar que estava enlouquecendo. É claro que seu corpo começou a manifestar doenças cada vez mais difíceis de serem diagnosticadas, devido à perturbação espiritual em que se encontrava.

Com a situação cada vez mais fora de controle e o casamento ameaçado, a família resolveu levá-lo, por indicação de terceiros, a um centro espírita. Jorge, surpreso com a ideia, parecia uma fera presa por correntes indefiníveis. Mal assiste a palestra. Irrita-se, debocha e, por fim, cochila, mas após os passes energéticos sente-se mais calmo e sereno.

Na semana seguinte, quando retorna, após o trabalho de desobsessão, já começa a apresentar sinais de melhora. Afirma sentir-se mais leve... chega a sorrir e abraçar a esposa.

Passados dois anos, Jorge é outra pessoa. Iniciou, com sinceridade, a longa jornada do autoconhecimento e reforma íntima, vivendo com mais lucidez. Passou a frequentar o centro espírita que tanto o ajudou e, com o estudo da doutrina, se tornou palestrante e voluntário na casa, sendo um valioso médium nos trabalhos de desobsessão.

Este é um caso que se repete aos milhares, todos os dias. Precisamos entender que toda sintonia espiritual, seja com encarnados ou desencarnados, tem suas raízes na alma de cada um. Diante desta realidade, conhecermos o nosso mundo interior, mudando em nossas vidas aquilo que nossa consciência nos indica, é o começo do processo de equilíbrio. Nossos hábitos são moldados por aquilo que pensamos e sentimos, definindo, dessa forma, nossa companhia espiritual.

Transformemos nossa vida, começando por nós mesmos. O resto, é consequência!
 
fonte:
http://www.rcespiritismo.com.br./index.php?option=com_content&view=article&id=1411:reformando-o-planeta-escola&catid=34:artigos&Itemid=54

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Por que sinto um vazio insuportável?


O drama da nossa atualidade vai se revelando na medida em que percebemos as nossas identidades em colapso. Não existem fronteiras delineando o território individual. O self está ameaçado em sua veracidade e muitos de nós temos a nítida impressão de que é apenas uma farsa e, pior, que lá dentro é vazio... Será? Por outro lado, outros se encontram em pânico, receando fragmentar o próprio eu e a noção que tem de si mesmos.

A necessidade do imediatismo para praticamente tudo na vida, somada à busca de performances perfeitas, são os principais responsáveis disparadores desse tipo de ansiedade, estresse e da cada vez mais conhecida insuportável sensação de vazio em nossa atualidade.

Reprocessar instantaneamente tudo o que acontece fora e dentro de nós, num tempo onde tudo se passa de modo tão inevitavelmente dinâmico, dificulta o encontro de caminhos para que possamos nos entender e nos aprofundarmos em conhecimentos mais significativos acerca de nós mesmos. Como conseqüência dessa rapidez, toda sorte de desestabilização emocional emerge.
Estamos na era dos supérfluos, onde acontecimentos e mais acontecimentos se sobrepõem uns aos outros em meio à urgência incontrolável.

O mal-estar do vazio existencial explode quando notamos que o nosso eu não está mais em seu reinado absoluto e sim dividido e subdividido em suas extensões com pessoas e com coisas de significados mundanos. E o paradoxo maior ocorre quando se percebe a autonomia do próprio eu perdendo-se de si mesmo, muito embora o marketing atual seja o da apologia do eu.

Enquanto que o nosso eu real, ou ser essencial, prima por se transformar e por se criar constantemente num diálogo contínuo com o mundo exterior e com as possibilidades oferecidas por este, o confronto exaustivo com as rápidas dinâmicas da realidade, gradativamente, vão minando a validade do eu real, gerando angústia inominável e a falta de sentido na vida.

Neste árido espaço de manifestação dos reais propósitos da alma, em meio às folhas secas, crescem sentimentos de inadequação, posto que as importantes etapas, que se referem à construção de toda possibilidade de altivez humana, ficam impedidas de serem experienciadas.

Na era do vazio, o norte passa a ser a competição, a conquista e o culto a si mesmo (narcisismo). Ao mesmo tempo em que existe respeito às diferenças, sinceridade esfuziante, comunicação em demasia, há uma tendência do humano de não mais conversar consigo mesmo.

Parece que a situação se repete em diferentes etapas históricas de nossa civilização, mas não é bem assim. Primeiro existe um processo de personalização e de interação com o meio ambiente. Depois a busca do si mesmo. Seria bom se os dois caminhassem sempre juntos e não dissociados, a ponto de levar a crises existenciais avassaladoras como as de identidade, que são a evidência dessa era. Esta crise tem a ver exatamente com o nosso século e com todas as vicissitudes implicadas, tem a ver com as nossas origens não vistas, não visitadas, tem a ver com a impaciência que temos com nós mesmos em relação ao cumprimento das etapas, em relação a tudo que leva algum período de tempo, enfim, a tudo que significa processo.
Historicidade e compreensão aquecem, preenchem e oferecem sentido à própria vida. Somente a partir disso que se torna possível se reinventar.

O vazio grita nos ouvidos e perturba profundamente, mas funciona como um alerta para a alma mostrar o quanto estamos distantes de nós mesmos vivendo como autômatos. Sensação muitas vezes enlouquecedora.

Estamos na era do jogo da aparência, do que se vende ao outro e do que fica bonito. Por mais incrível que possa parecer, o culto à felicidade também pode levar ao vazio; corremos o risco de nos tornarmos apenas e tão-somente figuras sem fundo, totalmente predizíveis. Autômatos em massa facilmente manipuláveis.

Nas origens do passado, existem símbolos que compõem nosso psiquismo e que jamais deveriam ser esquecidos ou negados. Neles constam a nossa história, a experiência de gerações, a sensação de segurança na estruturação linear que envolve o passado, o presente e que cria possibilidades de futuro. Não partimos do nada e o que inventamos sempre é baseado em algo anterior.

Vejo muitos dos meus pacientes virem ao meu consultório com terríveis angústias, sobrevivendo em meio a grandes dificuldades, atolados na sensação do vazio, da falta de sentido da vida. Por estarmos na era do narcisismo, fica difícil nomear sentimentos, portanto, a queixa maior fica por conta dessas sensações de vazio interior, de absurdo da vida, de desconexão de tudo com tudo num mundo repleto de conexão, virtual.

Estamos na época do espetáculo, tudo tem que ser fantástico e se não for, não nos toca. Ao mesmo tempo em que não há mais espaço para sentimentalismos ou para se perceber, parece que o palco agora é outro e a busca é de se experimentar algo cada vez mais forte para, quem sabe, a vida real ser finalmente sentida. E para fugir deste imenso naufrágio, muitos vivem no risco. Dentro deste cenário de busca frenética, da sensação de se sentir vivo e distante do insuportável sentimento do vazio, fica valendo o sexo pelo sexo, o culto à violência e a busca das sensações alucinadas provocadas por drogas, álcool etc..

Neste sentido referido, embora ainda se queira relacionamentos afetivos, a informação de comando é a do terror de se ter uma relação estável em que algo se constrói. O continuísmo da relação pode oferecer a sensação de que tudo está parado e que a velocidade, acostumada e identificada como aspecto de si mesmo, fica ameaçada de se perder como referência. O medo se instala, a solidão e o desespero novamente imperam e mesmo que acompanhado, sente-se o vazio.

E você? Já notou se está programado para não sentir e, sim, para agir? O problema é que o nosso sistema é imensamente mais complexo e profundo do que isso. Se você se encontra permeado pelos sentimentos de vazio, mal-estar e falta de sentido, leve-se a sério, pare e reveja-se. Se for tocado, busque ajuda, reconheça-se e exista naquilo que de verdade o preenche.


fonte: http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=13284

Silvia Malamud. Psicóloga Clínica, Terapias Breves, Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting - David Grand PhD/EUA.
Terapia de Abordagem direta a memórias do inconsciente.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A Importância da Família na Evolução Espiritual


Karma e família

 Karma é uma expressão que vem do sânscrito e significa ação. Nesse contexto, é uma ação que deve ser tomada para remover ou modificar erros do passado. Na prática, tudo que fazemos gera consequência ou karma. O que importa é se o karma será bom ou ruim. Evitar o karma é impossível, mas é possível agir para que ele seja positivo.

A família é um dos maiores karmas que temos, já que nela foram reunidas em um único grupo espiritual, almas afins, principalmente no que tange as necessidades de evolução espiritual. Cada família, ou melhor, cada grupo espiritual que se reúne em uma experiência aqui na Terra, tem um propósito comum entre seus integrantes, no entanto genericamente, para todos os casos, as famílias se formam para aflorar suas afinidades e qualidades, bem como para transmutar seus karmas, e é aí que os conflitos começam, principalmente porque não estamos acostumados a enxergar a família como o celeiro da reforma íntima na Terra.

Há uma percepção por parte do ser humano espiritualizado que diz que a Terra é uma escola, porque aqui nos são oferecidas todas as condições necessárias para que possamos evoluir. Experiências e situações transformadoras que tem o papel de educar e domar nossos instintos inferiores e estimular a angelitude de nossas almas, através do desenvolvimento do amor. Para compreendermos bem a importância da família no cenário da missão evolutiva que cada alma encarnada tem nesse planeta, entenda que se a Terra é uma escola então a família é a sala de aula.

A família é a união de espíritos reunidos por laços kármicos e de afinidade

A família é o cenário perfeito no qual somos inseridos, porque proporciona inúmeras possibilidades de resgates (transmutação do karma ruim) de uma só vez. Na família se reencontram desafetos de outras vidas, vilões e suas vítimas, assassinos e assassinados, assaltantes e assaltados e tantas outros relações mal resolvidas do passado que são rearranjadas na estrutura da família.

Quanto mais próximos estamos de uma ou mais pessoas, quanto mais perto é esse convívio, podemos notar duas situações mais específicas:

1-Grande afinidade; quando a relação é harmônica, feliz, suave, tranqüila e principalmente sem cobranças de comportamento entre as pessoas.

2-Grande karma ou necessidade de resgate; quando a relação é conflitante, conturbada, as emoções positivas oscilam muito com as negativas, o clima é intenso, há grande cobrança de comportamento entre os integrantes do grupo.


Grau de parentesco

Porque nascemos filho, irmão, pai, neto, esposo, esposa, sobrinho, cunhado, primo, sogro, sogra, genro, nora, tio ou tia daquela pessoa específica?

O que determina o grau de parentesco na vida atual?

O que faz com que certa pessoa tenha esse ou aquele grau de parentesco em relação a você?

Pense, reflita um pouco...

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São as necessidades de resgates que determinam o grau de parentesco. Como citado anteriormente, a família é a união de espíritos reunidos com o propósito de aflorar as afinidades, bem como eliminar desarmonia e curar os desafetos nas relações. Vale a pena evidenciar que a sabedoria divina é tão bondosa, que não só reúne espíritos conflitantes em um grupo espiritual chamado aqui na Terra de família, há também a aproximação de espíritos afinizados por sentimentos positivos.

Acreditamos, que se só houvesse almas conflitantes em uma família, a reforma íntima e a harmonização entre os espíritos conflitantes seria muito dificultada. Assim sendo, Deus, em sua infinita demonstração de amor, proporciona que tenhamos estreito contato com as almas de maior sintonia também, favorecendo ao afloramento do sentimento de amor, respeito, entre tantos outros.

Olhe para sua família, faça uma análise criteriosa...

Perceba que você não demorará muito para perceber que alguns integrantes são pessoas que recebem seu maior afeto, já outras seu desafeto ou no mínimo a sua indiferença.

Não caia nessa armadilha, já que nessas pessoas identificamos nossas maiores necessidades de resgate ou transmutação do karma. Contudo, o que determina o grau de parentesco, de forma que você possa identificar na prática, é o que esse grau de parentesco pode proporcionar como ferramenta pedagógica para a evolução da alma humana.

É comum haver como proposta de evolução na relação de uma mãe para um filho, a necessidade de amar incondicionalmente, a necessidade do desenvolvimento da paciência, da dedicação de tempo, auto renúncia, entre tantos sentimentos envolvidos que só quem é mãe para saber.

A relação de sogra e genro, por exemplo, tem como característica típica o afloramento do ciúmes, da posse, do apego, por isso é tão comum haver conflitos entre sogra e genro.

Em todos os casos, inúmeras situações mostram no mundo todo, que famílias podem se harmonizar, com grande naturalidade, desde que, em primeiro lugar estejam dispostas a aprender a amar, e principalmente a dizimar as cobranças baseadas nos sentimentos negativos. Essas cobranças de comportamento são as grandes causadoras de conflitos entre as famílias e as principais responsáveis pelo aprisionamento que as almas tem umas com as outras, mostradas por sucessivas encarnações que não conseguem produzir a transmutação do karma das relações, o que criam na maioria das vezes é o aumento desses conflitos, gerando um emaranhado de karmas nas relações ao longo das encarnações.

Quando o grau de parentesco fica mais distante, em que não há necessidade de convívio diário ou constante, manifesta menor atração kármica entre as almas, ou seja, menor necessidade de resgate.

Por que não lembramos dos nossos desafetos de outras vidas?

Graças à lei do esquecimento. A ação do plano espiritual faz com que tenhamos condições de retornar para uma nova chance, uma nova reencarnação, para reparar erros e aumentar acertos, contudo precisamos ter um sentimento de neutralidade que ainda não estamos prontos para ter.

Dessa forma, nos é apagado do consciente, as memórias das experiências de vidas passadas, para que possamos aceitar a vida vigente na Terra, ao lado dos desafetos do passado sem que haja recusa. Na condição consciencial atual da humanidade, ainda não estamos prontos para reencarnar com total consciência dos acontecimentos do passado, sem deixar que essa memória nos atrapalhe o livre arbítrio.

As mudanças em nossas vidas que indicam transformação no karma familiar

Muitas vezes durante uma vida, nota-se certas mudanças que hora aproximam, hora distanciam as relações. Essas situações podem lhe mostrar o afloramento das necessidades de harmonização das relações, bem como podem lhe dar indícios de que essa harmonização já está ocorrendo.

São notadas através das mais diversas mudanças, por exemplo:

Alguma situação acontece e lhe força a ir morar com o seu genro, ou com a sua sogra, o que fará com que as relações sejam mais próximas. Isso provavelmente indica a necessidade de curar conflitos de relação para a transmutação do karma ruim.

Outros exemplos:
Você tem mais de trinta anos, é solteiro ou solteira, por isso mora com os pais, o que faz que viva uma vida de acordo com as vontades deles. Não que isso seja bom ou ruim, no entanto, na maioria dos casos, as forças que mantém as pessoas magneticamente próximas, na maioria dos casos, indica necessidade de resgate kármico.

Mas se uma novidade aconteceu, você recebeu uma proposta de trabalhar em outra cidade, longe da sua e decidiu ir morar sozinha(o), tudo indica as relações estão se harmonizando.

É importante salientar, que sempre que essas mudanças acontecem de forma forçada, sem harmonia, com grande carga de tensão emocional, indica em casos gerais, aumento do karma, por isso não se iluda, quando as mudanças acontecem baseadas na necessidade de fugir de uma relação, o karma ruim está aumentando.

Alguns tipos de famílias

Antes de começar a comentar sobre esse assunto, procure perceber que tipo de família é a sua, quantos irmãos você tem, quantos tios, tias, primos, etc.

Tudo que ocorre na nossa família pode significar muita coisa. Seus pais são separados?

Você é filha do primeiro casamento?

Você não conhece seu pai?

É filho adotivo?

Não tem filhos?

Não conheceu seus avós?

Não mora com seus pais?

Por que sua família é das do tipo italiana, em que todos falam junto, muitos parentes, muita exaltação e sentimentos a flor da pele?

Por que você necessita dessa família como instrumento de sua evolução? Para curar a falta paciência, o stress, a tensão emocional?

Por que sua família é do tipo alemã, com pessoas mais introvertidas, com tendência a serem mais reprimidas?

Por que você necessita dessa família como instrumento de sua evolução? Para curar a baixa estima, a dificuldade de falar e se expressar, a rigidez emocional?

Por que você é um filho único?

Por que você necessita dessa família como instrumento de sua evolução? Para curar o egoísmo, o autoritarismo, a carência?

Por que você é o irmão mais velho entre nove?

Por que você necessita dessa família como instrumento de sua evolução? Para curar a carência, o abandono, a autorenúncia?

Por que nasceu em uma família rica?

Por que nasceu em uma família pobre?

Pense um pouco sobre isso, reflita

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Não se entristeça, não se vitimize, nada, absolutamente nada está errado. A vida não nos dá muitas vezes o que achamos melhor ou o que desejamos, mas sempre nos oferece o que necessitamos para evoluir. Reclamar, lamentar, se vitimizar por conta da sua estrutura familiar é um grande erro que mostra que você ainda não sabe absolutamente nada sobre a importância da família na evolução espiritual.

Não estamos aqui cobrando que seu comportamento seja ou paciente, ou sério, ou sorridente, ou mais severo ou qualquer que seja... Estamos apenas recomendando que desperte para o entendimento da importância da família na sua evolução espiritual, pois se você falhar nessa compreensão, as consequências negativas poderão adentrar aos futuros séculos da nossa existência.

Por Bruno J. Gimenes - bruno@luzdaserra.com.br
fonte: http://www.luzdaserra.com.br/41/a-importancia-da-familia-na-evolucao-espiritual/

domingo, 22 de setembro de 2013

Não Facilite o Trabalho dos Obssessores


CONCEPÇOES BÁSICAS:


OBSESSOR
  Aquele que exerce influencia negativa sobre uma ou mais pessoas ou entidades, alternando, diminuindo ou desorganizando sua energia ou vibração. Os obsessores podem ser encarnados ou desencarnados.

OBSESSÃO
Processo pelo qual um obsessor exerce sua ação obsessiva sobre uma ou mais pessoas ou entidades, alternando, diminuindo ou desorganizando sua energia ou vibração.

DO QUE SE ALIMENTA UM OBSESSOR?
Alimentam-se basicamente de energias produzidas por sensações, ou mais especificamente, emoções. São emoções viciantes, ou seja, produzem dependência, necessidade, vontade que querer mais, cada vez mais.

COMO NASCE UM OBSESSOR?
De carências, ilusões, medos, fascínios e vaidades. São originados pela ignorância e pelo ego negativo. No momento em que alguém considerar que para ser feliz, para sentir-se bem, para conquistar paz e saciedade, precisa buscar no outro, ou em meios externos esta sensação, então os processos obsessivos surgiram.
Esses ocorrentes erros humanos dão origem a comportamentos viciados, os quais necessitam se autoalimentar, para que continuem a produzir as sensações desejadas, porque emoções viciam!
A emoção e uma forma de energia produzida pelo ego, portanto precisa ser dominada pelo Eu superior, caso contrário, ela domina o seu criador.
A consequência deste processo é que:
-Quando um vício emocional surge, as obsessões começam.
-Quando os medos surgem, as obsessões começam.
-Quando o desejo de controlar o outro surge, as obsessões começam.

POR QUE ALIMENTAMOS AS OBSESSÕES?
-Por que não combatemos os nossos hábitos nocivos.
-Por que somos manipulados por nossas emoções.
-Por que não lutamos para controlá-las e desistimos fácil, então nos entregamos a para senti-las profundamente, nas situações mais simples da vida.
-Por que duvidamos da nossa força e do nosso Eu superior.
-Por que nos consideramos mais ou menos do que os outros, e esquecemos que somos todos filhos do mesmo Pai, portanto irmãos em essência.
-Por que nos separamos da Fonte Maior, nos consideramos separados do Todo e assim nos iludimos criando o egoísmo.
Tudo, efetivamente tudo na vida cotidiana na Terra é uma constante batalha por energia. Como não aprendemos a conquistar essa energia por meio da conexão com Deus, então acabamos buscando esse suprimento de forma equivocada, mergulhando nas emoções.
E assim nos tornamos apegados e dependentes!
Dependentes de precisarmos sentir a sensação de sermos: mais belos, mais poderosos, mais ricos, mais magros, mais fortes, mais importantes, mais encantadores. Ou os possuidores dos melhores carros, das melhores roupas, melhores aparelhos eletrônicos, para que assim possamos nos sentir amados e com isso nos aceitar mais.
Dependemos de um estilo de vida estruturado de acordo com os padrões aprovados pela sociedade. Dependemos do emprego de “sucesso”, sem refletirmos o que é verdadeiramente sucesso.
-Somos dependentes! Não somos livres!
-Somos apegados! Não estamos no caminho mais fácil!
-Somos obsediados! Alimentamos a obsessão com nossos equívocos!
-Não aprendemos a dominar as emoções viscerais... Somos obsediados!
Não domamos as emoções densas... Ficamos doentes! Ficamos sem fome... Comemos demais... Ficamos apáticos... Ficamos hiperativos... Dormimos demais... Temos insônia... Trabalhamos demais... Ficamos intolerantes, irritados... Tornamos-nos negligentes e impotentes para mudar o mundo...
E assim, criamos mais:
-Ansiedade.
-Angústia.
-Orgulho.
O orgulho faz o umbral crescer! No físico e no extrafísico.
Os nossos erros alimentam o umbral... O nosso orgulho piora o mundo...

QUAL EMOÇÃO LHE DOMINA?
Descubra já! |Equilibre-se e cure-se! Desta forma você encontrará a verdadeira felicidade e liberdade. Sentimentos da alma, construídos de dentro para fora.

Por Bruno J. Gimenes – bruno@luzdaserra.com.br

fonte: http://www.luzdaserra.com.br/2239/nao-facilite-o-trabalho-dos-obsessores/

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Fluidos ambientes


Pelo só fato da presença dos encarnados numa assembleia, os fluidos ambientes serão, pois, salubres ou insalubres, conforme os pensamentos dominantes forem bons ou maus. Quem quer que traga consigo pensamentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de animosidade, de cupidez, de falsidade, de hipocrisia, de murmuração, de malevolência, numa palavra, pensamentos colhidos na fonte das más paixões, espalha em torno de si eflúvios fluídicos malsãos, que reagem sobre os que o cercam. Ao contrário, na mesma assembleia em que cada um só trouxesse sentimentos de bondade, de caridade, de humildade, de devotamento desinteressado, de benevolência e de amor ao próximo, o ar é impregnado de emanações salubres, em meio às quais se sente viver mais à vontade. Agora se se considerar que os pensamentos atraem os pensamentos da mesma natureza, que os fluidos atraem os fluidos similares, compreende-se que cada indivíduo traga consigo um cortejo de Espíritos simpáticos, bons ou maus, e que, assim, o ar seja saturado de fluidos em relação com os pensamentos que predominam.
  (Allan Kardec - R. E. 1867).

fonte:http://www.luzdoespiritismo.com

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A origem espiritual das doenças


O controle das energias é feito através dos pensamentos e dos sentimentos, portanto, possuimos energias que nos causam doenças porque somos indisciplinados mental e emocionalmente. Em Nos Domínios da Mediunidade, André Luiz explica que “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”.
Permanentemente, recebemos energia vital que vem do cosmo, da alimentação, da respiração e da irradiação das outras pessoas e para elas imprimimos a energia gerada por nós mesmos. Assim, somos responsáveis por emitir boas ou más energias às outras pessoas. A energia que irradiamos aos outros estará impregnada com nossa carga energética, isto é, carregada das energias de nossos pensamentos e de nossos sentimentos, sendo necessário que vigiemos o que pensamos e sentimos.

Tipos de doenças

Podemos classificar as doenças em três tipos: físicas, espirituais e atraídas ou simbióticas. As doenças físicas são distúrbios provocados por algum acidente, excesso de esforço ou exagero alimentar, entre outros, que fazem um ou mais órgãos não funcionarem como deveriam, criando uma indisposição orgânica.

As doenças espirituais são aquelas provenientes de nossas vibrações. O acúmulo de energias nocivas em nosso perispírito gera a auto-intoxicação fluídica. Quando estas energias descem para o organismo físico, criam um campo energético propício para a instalação de doenças que afetam todos os órgãos vitais, como coração, fígado, pulmões, estômago etc., arrastando um corolário de sofrimentos.

As energias nocivas que provocam as doenças espirituais podem ser oriundas de reencarnações anteriores, que se mantêm no perispírito enfermo enquanto não são drenadas. Em cada reencarnação, já ao nascer ou até mesmo na vida intra-uterina, podemos trazer os efeitos das energias nocivas presentes em nosso perispírito, que se agravam à medida que acumulamos mais energia negativa na reencarnação atual. Enquanto persistirem as energias nocivas no perispírito, a cura não se completará.
Já as doenças atraídas ou simbióticas são aquelas que chegam por meio de uma sintonia com fluidos negativos. O que uma criatura colérica vibrando sempre maldades e pestilências pode atrair senão as mesmas coisas? Essa atração gera uma simbiose energética que, pela via fluídica, causa a percepção da doença que está afetando o organismo do espírito que está imantado energeticamente na pessoa, provocando a sensação de que a doença está nela, pois passa a sentir todos os sintomas que o espírito sente. Aí, a pessoa vai ao médico e ele nada encontra.

André Luiz afirma que “se a mente encarnada não conseguiu ainda disciplinar e dominar suas emoções e alimentam paixões (ódio, inveja, idéias de vingança), ela entrará em sintonia com os irmãos do plano espiritual, que emitirão fluidos maléficos para impregnar o perispírito do encarnado, intoxicando-o com essas emissões mentais e podendo levá-lo à doença”.

Revista Cristã de Espiritismo
PAZ E LUZ!
 

sábado, 14 de setembro de 2013

A compreensão Espiritual do relacionamentos


Entenda questões relacionadas aos desafios de um relacionamento e saiba como viver melhor mediante aos desafios naturais que surgem.
Precisamos ter muito cuidado ao desenvolver este tema, de preferência fazendo uma reflexão sincera sobre todos os aspectos envolvidos, porque facilmente quando os conflitos surgem, uma ou as duas partes, costumam encontrar culpados sem antes analisar que sempre somos os responsáveis, tanto pelo sucesso quanto pelo fracasso de uma relação conjugal.
Basicamente, do ponto de vista da nossa missão na existência humana, temos três missões a serem realizadas:
1-   Purificar nossas inferioridades: curar o medo, a raiva, o pessimismo, a ansiedade, a tendência de se isolar, a tendência de se magoar, a tendência de se deprimir, a tendência da agressividade, entre tantas outras emoções negativas.
2-   Nos harmonizar com espíritos conflitantes: está nas relações um dos nossos maiores desafios. Conquistar harmonia, perdoar, aceitar, tolerar, desenvolver a paciência e o amor incondicional são os maiores desafios que surgem nos relacionamentos, portanto se configura uma importante meta a ser alcançada.
3-   Gerar bons exemplos: é de se esperar que uma pessoa que esteja sintonizada com o seu Eu superior e a sua essência, que tenha naturalmente a tendência de construir atitudes que ajudam ao próximo, das mais diversas formas.  As atitudes de doação - em diversos aspectos da existência - e da compaixão, surgem como consequência natural nas pessoas sintonizadas com suas essências.

HARMONIZAR OU CURAR AS RELAÇÕES É UMA DAS PRINCIPAIS MISSÕES DA HUMANIDADE.  
Em uma relação, encontramos nossas maiores afinidades, bem como nossos maiores desafios. Em uma mesma pessoa conseguimos encontrar aspectos de total afinidade e também de falta de afinidade, portanto, as pessoas, ou melhor, as relações sempre promovem grandes aprendizados e quando não os entendemos e não evoluímos, sofremos.
Nessa visão com foco evolutivo, entendemos que a pessoa a qual nos relacionamos é a “perfeita” no contexto da reforma íntima, pois ela reúne as condições de aflorar em nós – digo aflorar porque os aspectos já existem presentes na nossa personalidade – os melhores e os piores sentimentos. E é aí que está um dos grandes desafios: entender que as pessoas as quais nos relacionamos, são nossas professoras, pois facilmente conseguem – através de suas atitudes – aflorar ou revelar as nossas inferioridades, e por isso nos alertam para aquilo que viemos efetivamente curar nesTa existência.
 
TEMOS A TENDÊNCIA DE ACHAR CULPADOS
É muito comum encontrarmos pessoas que colocam a culpa dos conflitos e das crises conjugais na outra pessoa. Também é comum ver que em diversas situações, muitos elegem um obsessor ou uma influência espiritual maligna, como responsável pelo problema. Por isso, antes de adentrarmos a questão da obsessão espiritual nas relações matrimoniais, precisamos entender que na busca da harmonia, são atitudes simples que fazem toda a diferença. Elas se resumem em compreender que atraímos parceiros que tenham a capacidade de aflorar nossas afinidades, mas também nossas inferioridades.
 
EM TODO TIPO DE RELAÇÃO QUEREMOS MODELAR AS PESSOAS!
  Infelizmente a falta de paciência, a intolerância, a presunção, a arrogância e o controle são características negativas presentes na maioria das pessoas que vivem neste planeta. Talvez pudéssemos excluir não mais do que umas cem pessoas em todo o globo as quais estão isentas dessas atitudes negativas. Portanto, essa é uma realidade presente na história das pessoas que vivem uma vida conhecida como normal, e mesmo que queiramos negar, basicamente, todos somos intolerantes!
Onde isso repercute mais em nossas vidas?
Em diversas áreas da nossa existência, mas principalmente nos relacionamentos.
Tudo o que criticamos em uma pessoa acontece pela falta de tolerância, falta de amor ou compaixão. Queremos - em cem por cento dos casos - que a pessoa se comporte como nós achamos que ela deve se comportar.  E o pior, costumamos gostar mais de alguém, no sentido da afinidade mesmo, quando este se age de forma mais parecida com aquilo que nós consideramos certo.
Não dá para negar que as afinidades surgem naturalmente nas nossas vidas, e também não quero dizer que essas sintonias saudáveis entre pessoas não sejam importantes. Claro que são! Apenas quero lembrar que não costumamos nos relacionar com maior proximidade ou intimidade, com pessoas que não se comportam como achamos que elas devem se comportar. E de novo, não me refiro a conduta moral, ética e valores, porque é claro que esses aspectos precisam ser sempre ponderados nos relacionamentos que temos em todos os níveis. Não vou escolher um estelionatário para sócio, sabendo que o passado dele é envolvido por atitudes criminosas ou no mínimo suspeitas. Também teremos dificuldade de confiar em alguém que já agiu de modo errado em outra circunstância. Então devemos sim escolher relacionamentos que estejam na mesma sintonia de valores e código moral, mas as emoções... Essas nos enganam.
Tudo que buscamos externamente traduz o que sentimos internamente. Estamos o tempo todo buscando conforto, buscando “acomodar” as nossas emoções da melhor maneira dentro de nós mesmos. Procuramos o conforto em todos os sentidos o que é natural já que queremos nos sentir bem. É aí que um grande erro começa, pois sem querer, ou sem perceber, e pior ainda, sem ter o mínimo direito, começamos a modelar pessoas! 
Modelamos as pessoas controlando os relacionamentos em todos os níveis, fazendo de tudo para que elas se comportem da forma como mais nos conforta!
E quando elas começam a ter novas ideias, novos caminhos, novos conceitos – porque todo mundo muda – e essa mudança não necessariamente nos agradar, nesse momento o nosso relacionamento com elas começa a se complicar. Complicar porque começamos a querer que a pessoa aja de outra forma, que certamente não será a que ela acha correta, mas a que nós entendermos ser! 
Nesse caminho, vamos ficando críticos, controladores, intolerantes, ardilosos, impiedosos, em resumo, nos tornamos modeladores de pessoas!
Esse não é um bom caminho! Definitivamente não é!  E quando isso acontece, estamos abrindo as portas para que todo o mal venha ampliar os conflitos dessa relação, até mesmo obsessões espirituais. Mas mesmo assim, será que temos o direito de dizer que a causa do conflito e da possível separação seja realmente a ação maligna de um ou mais espíritos?
E qual a solução para isso? Como contornar tais situações tão comuns?
Aprendendo a aceitar as pessoas como elas são. Mantendo a liberdade nas relações, cultivando o respeito pelas vontades alheias e entendendo principalmente que ninguém, ninguém mesmo é responsável pela sua felicidade. Da mesma forma, jamais aceite o peso da responsabilidade de fazer alguém feliz.
Quando o comportamento de alguém lhe fizer mal, não tente mudar a pessoa, esse é o pior caminho, mais sofrido, mais tortuoso, mais custoso, mais escuro.  Nessas situações de divergências olhe para dentro de você e perceba quais são as emoções que surgem com a situação. Veja se é o ciúmes, o medo de perder, a necessidade de aprovação, a ansiedade ou o pessimismo. Seja qual for a emoção negativa, preste atenção nela e não dê tanto foco naquelas atitudes alheias que você julga equivocada. Em especial não culpe a outra pessoa.
Dando atenção ao seu Eu interior você perceberá que sempre busca relações que lhe tragam conforto emocional de acordo com suas crenças, e que sempre que esse seu (e unicamente seu) código emocional interno for quebrado por atitudes alheias julgadas por você como destoantes, então as mágoas, os conflitos e as confusões começarão.  Uma vez que você parar de procurar relações com o objetivo de confortar as suas emoções internas, mas principalmente com a ideia de conviver bem com o mundo, encontrando plenitude e bem viver, você perceberá uma mudança drástica na qualidade de seus relacionamentos.
Não seja um modelador de pessoas, seja um modelador de emoções negativas em positivas, porque esse é o segredo para estabelecer relações pautadas no amor e consequentemente na verdade, ou melhor dizendo: a verdade que liberta!

A OBSESSÃO ESPIRITUAL É ATRAÍDA PELO CASAL
Por afinidade, por sintonia e principalmente por negligenciar a importância da disciplina espiritual constante, com muita facilidade um relacionamento pode ser afetado espiritualmente por obsessores os quais venham estimular mais conflitos, discórdia e desamor entre as partes.
Alguns espíritos podem vir por conta de ligações negativas de vidas passadas, outros podem ser atraídos pelo padrão de pensamentos perturbados do casal ou apenas de um dos cônjuges. Nessas situações em que há influência de um ou mais espíritos obsessores na relação, esses seres conseguem facilmente estimular que as inferioridades do casal sejam evidenciadas e com isso o hábito da crítica se expande descontroladamente.
Já outros obsessores podem ser espíritos sofredores que quase não tem consciência de que estão atrapalhando. Alguns nem percebem que já desencarnaram. Eles são nocivos, pois afetam negativamente o ambiente e a relação, mas em um nível menos intenso do que o de espíritos conscientes e especializados.
E na obsessão em que existem espíritos conscientes e habilidosos na prática do mal, esses facilmente detectam – em uma leitura de alma muito rápida – os pontos de conflito na personalidade de cada um, e assim os exploram com muita perícia, ampliando a intensidade dos conflitos. Como exemplo: o ciúme.  Um ciumento pode ser facilmente manipulado por um obsessor habilidoso e ser completamente dominado pela emoção negativa.
Normalmente esses obsessores mais especializados são atraídos para a vida de um casal por conta de laços de vidas passadas ou também por trabalhos de magia negra encomendados por algum terceiro interessado nesse mal.
Mas a regra que vale para toda situação de obsessão é que essas influências espirituais perniciosas entram sempre por uma fenda, que sempre é gerada por uma falha moral, seja mental ou emocional. Portanto, não existem vítimas, apenas ocorre a reação com base nas ações de cada um individualmente.
Nunca coloque a culpa dos conflitos no obsessor, tampouco em alguém que possa ter encomendado a magia negra, pois saiba que é, foi e sempre será um problema que o casal ajudou a criar.
Antes de chorar, de se separar, de colocar a culpa no outro ou sofrer em vão, pare tudo, mude sua conduta de vida, reforme-se, pois quando a obsessão espiritual acontece, ela indica uma grande falha nos valores. Tudo isso é um sinal do universo que diz que o casal precisa evoluir, em especial, pensar de forma diferente, com outros valores e objetivos. Em especial, grande parte das influências espirituais negativas poderiam ser evitadas, se o casal tivesse como hábito e rotina, a busca constante pela espiritualidade e a prática da oração, que nesses casos atua como uma higienizadora espiritual dos ambientes e das pessoas.
Nem sempre um relacionamento em crise deve ser mantido a todo custo, muitas vezes uma separação é a saída mais sensata para a busca da harmonia e do aprendizado. Também um simples desentendimento não pode ser considerado um bom motivo para uma ruptura. A arte de construir e manter um relacionamento em harmonia acontece na mesma proporção em que se dedica amor, admiração e tolerância. Por isso, para ser feliz, ambos precisam desenvolver sabedoria, paciência para assimilar em silêncio e com resignação, crises temporárias da outra pessoa.
Em uma relação construída e mantida pelo amor, pela tolerância e pelo respeito, a semente da obsessão espiritual nunca germinará.
 
COMO CURAR UM RELACIONAMENTO?
É compreensível entendermos que quando não estamos felizes com a outra parte, tenhamos o costume de nos lamentar e até desabafar para as pessoas mais próximas o quanto estamos desconfortáveis com uma determinada situação. Esse comportamento revela o que podemos dizer como sendo o hábito da maioria das pessoas que passam por tais ocorrências. Contudo, precisamos definitivamente explicar que esse talvez seja o pior entre todos os erros. Pior ainda que o próprio conflito e as desavenças em si são as críticas e as lamentações que envolvem o relacionamento, porque quando estamos agindo assim, estamos reforçando nosso ponto de atração* naquela sintonia de conflitos e críticas, e, por conta da lei da atração**, acabamos atraindo mais situações as quais vamos nos sentir mal, reforçaremos o comportamento negativo da pessoa a qual estamos criticando, além de que afetaremos negativamente o campo espiritual do casal.
O foco dos seus pensamentos e sentimentos sempre se expandirá. Aquilo que você pensa  e sente estão sempre relacionados a aquilo que você atrai para a sua vida, portanto quando você reclama de algo que vai errado na relação, você está contribuindo maciçamente para a sua ruína. O segredo para mudar isso tudo?
Amor, admiração e valorização dos aspectos positivos da outra pessoa...
É fácil? Não.
É possível? Sim.
Funciona mesmo? Faz um milagre...
A dica é simples. Entre centenas de aspectos negativos que você facilmente encontrou na pessoa a qual vem enfrentando uma série de conflitos, encontre os seus aspectos positivos. Escolha alguns comportamentos que são exemplares naquela pessoa.  Pode ser que você tenha realmente que fazer um grande esforço para encontrar qualidades, mas valerá à pena.
Anote essas qualidades em um papel e guarde com você. Todas as vezes que surgir uma vontade grande de criticá-la ou de magoar-se com alguma atitude dela, lembre-se do papel e leia as suas principais qualidades. Nos primeiros dias o esforço será grande, mas logo em seguida os resultados virão.  Mantenha a disciplina de jamais criticá-la e sempre que essa vontade incontrolável surgir, lembre-se do papel e leia as qualidades daquela pessoa.
Depois de alguns dias fazendo essa prática, tanto você quanto essa pessoa, passarão por mudanças incríveis e rapidamente um milagre acontecerá em suas vidas.
A força da admiração, do respeito e do amor pelo comportamento de uma pessoa, favorece que ela continue a expressar mais e mais aquela qualidade positiva. Além disso, com o seu ponto de atração sintonizado no amor e na admiração, o que você acha que atrairá para a sua vida?
Obviamente mais amor e mais admiração!
Não critique, modifique.  Treine a sua capacidade de perceber os aspectos positivos das pessoas. Concentre-se neles sempre que os conflitos surgirem. Esse é o segredo do sucesso nos relacionamentos e assim você também conseguirá curar qualquer conflito, porque nada que seja negativo consegue resistir ao poder do amor!
 
 *Seu ponto de atração é o seu estado de espírito ou sua vibração pessoal. A atenção a esse aspecto é amplamente estudada e esclarecida no livro O Criador da Realidade – A Vida dos seus sonhos é possível(Luz da Serra Editora – 2ª Edição) em que Bruno J. Gimenes é coautor.
** Você atrai e manifesta em sua vida a essência dos seus pensamentos e sentimentos. O que você pensa e o que você sente sempre atrairão situações de mesma semelhança na sua realidade material.
 
 Por Bruno J. Gimenes –

terça-feira, 10 de setembro de 2013

A Missão de Cada UM


Você não conseguirá se realizar se viver a maior parte do seu tempo fazendo o que não gosta.
Você não será feliz se fizer unicamente o que é obrigado a fazer.
Você jamais estará em paz consigo mesmo se viver apenas para agradar aos outros.
Alegria e amor só brotarão no seu coração se você passar a maior parte do seu tempo animado pelo efeito do sentimento que tem em fazer o que gosta e viver de maneira agradável.
Todos sabemos que durante a nossa vida, e na rotina do dia a dia, não temos como fazer apenas o que nos agrada. Quase sempre é necessário fazermos diversas tarefas por obrigação, necessidade, e até contrariados. Todavia, a maior parte do seu tempo, deve ser usada para se viver em comunhão com o que lhe anima e lhe motiva para a vida.
Tome uma criança como exemplo. Quando ela está se divertindo e meio as suas fantasias, as suas brincadeiras e seu brinquedos, o sentimento que ela nutri é de pura plenitude, de conexão com a Fonte Maior e de alegria. Para ela, no momento de sua brincadeira, tudo está fluindo perfeitamente.
Você pode estar dizendo que não tem mais como viver uma vida de criança. Obviamente que sabemos disso, entretanto, alguns aspectos podem ser observados e utilizados para melhor entendimento do assunto, porque quando a criança está em sintonia plena com a alegria da sua brincadeira, ela está sorridente e abastecida com uma grande quantidade de energia vital e entusiasmo.
Não temos como ser felizes, realizarmos grandes feitos ou termos criatividade, se não estivemos sintonizados com a alegria de fazer as tarefas diárias. É por isso que o ser humano precisa dar toda atenção e foco quando for escolher sua atividade profissional ou o conjunto de tarefas que tomem a maior parte do tempo de sua vida. É por isso também que se faz necessário saber construir relacionamentos que não lhe bloqueiem de ser a pessoa que você é com as características únicas que você tem.  Infelizmente, a maioria das pessoas na tentativa de se encaixar no estilo louco de vida atual, acaba que desenvolvendo atitudes que não representem exatamente a essência do que são, na tentativa de serem melhor aceitas ou de agradar a sociedade em que vive. Quando isso acontece, a pessoa se descontroi, se desconecta dela mesma e perde a força de entusiasmo tão necessária para viver bem a sua vida.
Você precisa ser o que nasceu para ser. Precisa encontrar o seu lugar no mundo e realizar a missão da sua alma, pois só assim você estará integrado com a sua própria essência, que por consequência é a via de acesso da plenitude em sua vida.
Infelizmente esta condição atual da vida no planeta, o que mais encontramos são pessoas vivendo no "piloto-automático", movidas unicamente por questões materiais  e pela necessidade de manter seus estilos de vida, os quais nem sempre são estilos em sintonia como o que realmente desejariam que fosse.
O que essas pessoas não percebem é que ao agirem assim, estão fundando as bases de sua existência, no medo e na incoerência, as quais cobram o seu preço.
A maioria das pessoas não trabalha no que gosta e suas tarefas diárias não alimentam a sua alma. Uma pequena parcela apenas trabalha ou vive motivada pelos sentimento de estar plenamente em "seus lugares". Se sentir em "seu lugar" quer dizer que você se conhece e conhece os seus potenciais. Você gosta da pessoa que é, gosta de fazer o que faz  e gosta de ficar em sua própria companhia. Se sentir em seu lugar é amar o ser que você se tornou, pois aprendeu que as suas potencialidades surgem quando você é fiel com o seu conjunto de valores. Se sentir em "seu lugar" é viver a  verdade da sua alma, agindo, vivendo e se movimentando com base no sentido que vem de dentro de você.
Não se pode viver a plenitude sem estar no "devido lugar". Não dá para ser plenamente feliz sem estar desempenhando o seu papel.
Para se realizar você precisará focar obstinadamente em ser fiel ao que você nasceu para ser. "Conhecereis a verdade e ela voz libertará".

Por Bruno J. Gimenes

 fonte:http://www.luzdaserra.com.br/2558/a-missao-de-cada-um/?track=newsletter_7615f4600b7ff3f808cd3bd6e100a48253e153ad_65

domingo, 8 de setembro de 2013

O PROBLEMA DE AGRADAR

“Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo do Cristo — Paulo”. (GÁLATAS, CAPÍTULO 1, VERSÍCULO 10.)
 
       Os sinceros discípulos do Evangelho devem estar muito preocupados com os deveres próprios e com a aprovação isolada e tranquila da consciência, nos trabalhos que foram chamados a executar, cada dia, aprendendo a prescindir das opiniões desarrazoadas do mundo.
       A multidão não saberá dispensar carinho e admi­ração senão àqueles que lhe satisfazem as exigências e caprichos; nos conflitos que lhe assinalam a mar­cha, o aprendiz fiel de Jesus será um trabalhador diferente que, em seus impulsos instintivos, ela não poderá compreender.
       Muita inexperiência e invigilância revelará o men­sageiro da Boa Nova que manifeste inquietude, com relação aos pareceres do mundo a seu respeito; quan­do se encontre na prosperidade material, em que o Mestre lhe confere mais rigorosa mordomia, muitos vizinhos lhe perguntarão, maliciosos, pela causa dos êxitos sucessivos em que se envolve, e, quando pene­tra o campo da pobreza e da dificuldade, o povo lhe atribui as experiências difíceis a supostas defecções ante as sublimes idéias esposadas.
É indispensável trabalhar para os homens, como quem sabe que a obra integral pertence a Jesus­-Cristo.
O mundo compreenderá o esforço do servidor sincero, mas, em outra oportunidade, quando lho per­mita a ascensão evolutiva.
Em muitas ocasiões, os pareceres populares equi­valem à gritaria das assembléias infantis, que não toleram os educadores mais altamente inspirados, nas linhas de ordem e elevação, trabalho e aproveita­mento.
Que o sincero trabalhador do Cristo, portanto, saiba operar sem a preocupação com os juízos errô­neos das criaturas. Jesus o conhece e isto basta.
 
PÃO NOSSO
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

sábado, 7 de setembro de 2013

A culpa não é do OUTRO

É muito comum nos nossos cursos, encontrarmos pessoas que estão vivendo conflitos intensos em seus relacionamentos, e por conta disto, estão vivendo momentos de profundo desequilíbrio emocional, que por sua vez, abalam todos os aspectos de sua vida, como saúde, finanças, trabalho e outros relacionamentos.
 
AS RECLAMAÇÕES MAIS RECORRENTES SÃO:
"O meu marido é muito pessimista e cético, assim não consigo evoluir."
"A minha esposa é muito negativa e não quer evoluir, assim fica difícil"
"Com o meu pai comportando-se deste jeito, eu não tenho como resolver o problema, fica muito difícil"
Confesso que se eu fosse anotar neste texto todos os comentários que recebi somente na última semana, faltaria espaço!
E onde está o erro?  Essas pessoas estão mentindo?  É mentira que estes problemas existem?
Não, não é mentira não. Essas situações são comuns e ocorrentes na maioria dos relacionamentos, entretanto a forma de lidar com tudo isso que é muito equivocada.
1- Atraímos pessoas para nossa vida por laços de afinidade e laços cármicos negativos (por que o carma também pode ser positivo).
2- No contexto da evolução espiritual e da missão da alma de cada ser humano, a missão das relações é produzir harmonização de sentimentos.
3- Automaticamente, pela ação de mecanismos naturais, as pessoas são gatilhos que podem disparar as emoções ruins que viemos curar. Portanto, elas não são as causadoras das emoções negativas, mas apenas reveladoras dos aspectos negativos que já existiam.

O PODER QUE VOCÊ DÁ AO OUTRO
O problema não é e nem nunca foi o que o outro faz e o seu conjunto de comportamentos, mas sim como você se sente em relação ao que o outro faz. A partir disso, a chave desse processo é deixar ou não que os sentimentos negativos aflorados lhe dominem negativamente ou não.
Neste contexto, quando alguém diz que não consegue evoluir porque uma outra pessoa a influencia negativamente, este acontecimento revela que ela está sucumbindo ao sentimento aflorado e não necessariamente a pessoa que age de um jeito desconfortável (para ela).

A CULPA É DE QUEM?
O outro pode até ter comportamentos que não sejam sensatos e até condenáveis de acordo com o padrão moral médio de uma sociedade, mas a culpa nunca é de outra pessoa! Devemos entrar em contato com o sentimento negativo que uma pessoa pode ajudar a aflorar de dentro de nós, e com isso, agir no sentido de curá-lo ou ao menos, amenizá-lo. Nunca jamais é culpa do outro.
Colocar culpa no próximo é determinar e anunciar aos quatro cantos que você não tem forças para se reinventar. As situações normalmente são desafiadoras, porque pedem que você tenha novas atitudes e que encontre forças para desenvolver o amor e a tolerância sem sofrer com isso. Em outras palavras, são situações recheadas de "ciladas emocionais", todavia, se a sua disposição para vencer o comodismo for grande, você certamente encontrará êxito!
O caminho é para dentro de cada um, na construção da autoestima, da conexão ampliada com a sua própria essência, na espiritualização e principalmente em encontrar e realizar a missão da sua alma,  a qual é o propósito da sua existência.
Por Bruno J. Gimenes

fonte: http://www.luzdaserra.com.br/2412/a-culpa-nao-e-do-outro/

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Medicina reconhece obsessão espiritual

Código Internacional de Doenças (OMS) inclui influência dos Espíritos . Medicina reconhece obsessão espiritual . Dr. Sérgio Felipe de Oliveira com a palavra:

"Ouvir vozes e ver espíritos não é motivo para tomar remédio de faixa preta pelo resto da vida... Até que enfim as mentes materialistas estão se abrindo para a Nova Era; para aqueles que queiram acordar, boa viagem, para os que preferem ainda não mudar de opinião, boa viagem também...Uma nova postura da medicina frente aos desafios da espiritualidade. Vejam que interessante a palestra sobre a glândula pineal do Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico psiquiatra que coordena a cadeira de Medicina e Espiritualidade na USP:

A obsessão espiritual como doença da alma, já é reconhecida pela Medicina. Em artigos anteriores, escrevi que a obsessão espiritual, na qualidade de doença da alma, ainda não era catalogada nos compêndios da Medicina, por esta se estruturar numa visão cartesiana, puramente organicista do Ser e, com isso, não levava em consideração a existência da alma, do espírito. No entanto, quero retificar, atualizar os leitores de meus artigos com essa informação, pois desde 1998, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual como uma das definições de saúde, ao lado do aspecto físico, mental e social. Antes, a OMS definia saúde como o estado de completo bem-estar biológico, psicológico e social do indivíduo e desconsiderava o bem estar espiritual, isto é, o sofrimento da alma; tinha, portanto, uma visão reducionista, organicista da natureza humana, não a vendo em sua totalidade: Mente, corpo e espírito.

Mas, após a data mencionada acima, ela passou a definir saúde como o estado de completo bem-estar do ser humano integral: Biológico, psicológico e espiritual.

Desta forma, a obsessão espiritual oficialmente passou a ser conhecida na Medicina como possessão e estado de transe, que é um item do CID - Código Internacional de Doenças - que permite o diagnóstico da interferência espiritual Obsessora.

O CID 10, item F.44.3 - define estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio-ambiente, fazendo a distinção entre os normais, ou seja, os que acontecem por incorporação ou atuação dos espíritos, dos que são patológicos, provocados por doença.

Os casos, por exemplo, em que a pessoa entra em transe durante os cultos religiosos e sessões mediúnicas não são considerados doença. Neste aspecto, a alucinação é um sintoma que pode surgir tanto nos transtornos mentais psiquiátricos - nesse caso, seria uma doença, um transtorno dissociativo psicótico ou o que popularmente se chama de loucura bem como na interferência de um ser desencarnado, a Obsessão espiritual.

Portanto, a Psiquiatria já faz a distinção entre o estado de transe normal e o dos psicóticos que seriam anormais ou doentios. O manual de estatística de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria - DSM IV - alerta que o médico deve tomar cuidado para não diagnosticar de forma equivocada como alucinação ou psicose, casos de pessoas de determinadas comunidades religiosas que dizem ver ou ouvir espíritos de pessoas mortas, porque isso pode não significar uma alucinação ou loucura.

Na Faculdade de Medicina DA USP, o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, que coordena a cadeira (hoje obrigatória) de Medicina e Espiritualidade. Na Psicologia, Carl Gustav Jung, discípulo de Freud, estudou o caso de uma médium que recebia espíritos por incorporação nas sessões espíritas.

Na prática, embora o Código Internacional de Doenças (CID) seja conhecido no mundo todo, lamentavelmente o que se percebe ainda é muitos médicos rotularem todas as pessoas que dizem ouvir vozes ou ver espíritos como psicóticas e tratam-nas com medicamentos pesados pelo resto de suas vidas.

Em minha prática clínica (também praticada por Ian Stevenson), a grande maioria dos pacientes, rotulados pelos psiquiatras de "psicóticos" por ouvirem vozes (clariaudiência) ou verem espíritos (clarividência), na verdade, são médiuns com desequilíbrio mediúnico e não com um desequilíbrio mental, psiquiátrico. (Muitos desses pacientes poderiam se curar a partir do momento que tivermos uma Medicina que leva em consideração o Ser Integral).

Portanto, a obsessão espiritual como uma enfermidade da alma, merece ser estudada de forma séria e aprofundada para que possamos melhorar a qualidade de vida do enfermo.

Por: Osvaldo Shimod


fonte:https://www.facebook.com/marciogandra

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Má-vontade

“Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das 
trevas.” – Paulo. (Efésios, 5:11.)

Má-vontade gera sombra.
A sombra favorece a estagnação.
A estagnação conserva o mal.
O mal entroniza a ociosidade.
A ociosidade cria a discórdia.
A discórdia desperta o orgulho.
O orgulho acorda a vaidade.
A vaidade atiça a paixão inferior.
A paixão inferior provoca a indisciplina.
A indisciplina mantém a dureza de coração.
A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.
A cegueira espiritual conduz ao abismo.
Entregue às obras infrutuosas da incompreensão, pela simples 
má-vontade pode o homem rolar indefinidamente ao precipício 
das trevas.

Francisco Cândido Xavier
Pão Nosso
Ditado pelo Espírito
Emmanuel

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O “mas” e os discípulos

“Tudo posso naquele que me fortalece.” – Paulo. (Filipenses, 4:13.)

O discípulo aplicado assevera:
– De mim mesmo, nada possuo de bom, mas Jesus me suprirá 
de recursos, segundo as minhas necessidades.
– Não disponho de perfeito conhecimento do caminho, mas 
Jesus me conduzirá.
O aprendiz preguiçoso declara:
– Não descreio da bondade de Jesus, mas não tenho forças 
para o trabalho cristão.
– Sei que o caminho permanece em Jesus, mas o mundo não 
me permite segui-lo.
O primeiro galga a montanha da decisão. Identifica as pró-
prias fraquezas, entretanto, confia no Divino Amigo e delibera 
viver-lhe as lições.
O segundo estima o descanso no vale fundo da experiência 
inferior. Reconhece as graças que o Mestre lhe conferiu, todavia, 
prefere furtar-se a elas.
O primeiro fixou a mente na luz divina e segue adiante. O segundo parou o pensamento nas próprias limitações.
O “mas” é a conjunção que, nos processos verbalistas, habitualmente nos define a posição íntima perante o Evangelho. 
Colocada à frente do Santo Nome, exprime-nos a firmeza e a 
confiança, a fé e o valor, contudo, localizada depois dele, situanos a indecisão e a ociosidade, a impermeabilidade e a indiferença.
Três letras apenas denunciam-nos o rumo.
– Assim recomendam meus princípios, mas Jesus pede outra coisa.

Francisco Cândido Xavier
Pão Nosso
Ditado pelo Espírito
Emmanuel