A natureza deu ao homem a
necessidade de amar e de ser amado.
Um dos maiores prazeres
concedido ao homem sobre a Terra é o de reencontrar corações que simpatizam com
o seu.
Quantos não há que crêem
amar perdidamente, porque não julgam senão pelas aparências, e quando são
obrigados a viver com as pessoas, não tardam a reconhecer que isso não é senão
uma admiração material.
Não basta estar enamorado de
uma pessoa que vos agrada e a que creiais de belas qualidades; é vivendo
realmente com ela que podereis apreciá-la.
É preciso não esquecer que é
o Espírito que ama e não o corpo, e, quando a ilusão material se dissipa, o
Espírito vê a realidade.
Amar não é desejar. É
compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e
sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.
Seu espírito suplica uma
réstia de amor e, em torno, a humanidade aguarda a manifestação da sua
capacidade de amar.
Não olvide que a justiça
institui a ordem universal, mas só o amor dilata a obra divina.
Se Jesus nos recomendou amar
os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos
oferece o coração.
Pense nos outros, não em
termos de angilitude ou perversidade, mas na condição de seres humanos com
necessidades e sonhos, problemas e lutas semelhantes aos seus.
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