| Casas de saúde espalham-se em todas as
direções com o objetivo de sanar as moléstias do corpo e não faltam enfermos que
lhes ocupem as dependências.
Entretanto, as doenças da alma, não menos
complexas, escapam aos exames habituais de laboratório e, por isso, ficam em
nós, requisitando a medicação, aplicável apenas por nós mesmos.
Estimamos a imunização na patologia do
corpo.
Será ela menos importante nos achaques do
espírito?
Surpreendemos determinada verruga e
recorremos, de imediato, à cirurgia plástica, frustrando calamidades orgânicas
de extensão imprevisível.
Reconhecendo uma tendência menos feliz em
nós próprios é preciso ponderar igualmente que o capricho de hoje não extirpado
será hábito vicioso amanhã e talvez criminalidade em futuro breve.
Esmeramo-nos por livrar-nos da neurastenia
capaz de esgotar-nos as forças.
Tratemos também de nossa afeição
temperamental para que a impulsividade não nos induza à ira
fulminatória.
Tonificamos o coração, corrigindo a pressão
arterial ou ampliando os recursos das coronárias a fim de melhorar o padrão de
longevidade. Apuremos, de igual modo, o sentimento para que emoções desregradas
não nos precipitem nos desvãos passionais em que se aniquilam tantas vidas
preciosas.
Requintamo-nos, como é justo, em assistência
dentária na proteção indispensável.
Empenhemo-nos de semelhante maneira, na
triagem do verbo para que a nossa palavra não se faça azorrague de
sombra.
Defendemos o aparelho ocular contra a
catarata e o glaucoma. Purifiquemos igualmente o modo de ver. Preservamos o
engenho auditivo contra a surdez.
No mesmo passo, eduquemos o ouvido para que
aprendamos a escutar ajudando.
A Doutrina Espírita é instituto de redenção
do ser para a vida triunfante. A morte não existe.
Somos criaturas eternas. Se o corpo, em
verdade, não prescinde de remédio, a alma também.
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André
Luiz
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terça-feira, 21 de agosto de 2012
A Alma também
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