domingo, 27 de novembro de 2016

O EFEITO FAVORÁVEL DO BENZIMENTO.

Apesar de sua aparência supersticiosa ou fantasiosa, o efeito favorável do benzimento depende também de certo método ou cientificismo, em que o benzedor disciplina ou coordena a projeção dos seus fluidos terapêuticos. Não basta a reserva de suas energias vitais para lograr o êxito desejado, mas ele necessita ativar a convergência mental e emotiva de si mesmo, durante o benzimento e em direção ao objetivo fixado. Em vez de operar a esmo, isso o ajuda na concentração energética, pois a preferência por determinado objeto, erva, substância ou certa gesticulação e exorcismo, serve-lhe de catalisador do próprio benzimento. Aliás, os espíritos benfeitores, que assistem e auxiliam os curandeiros e benzedores, também os ajudam a encontrar um ponto ou centro hipnótico, que os concentre na prática do benzimento.
Acontece que o dom ou a faculdade curativa é inerente ao benzedor, e não depende, de modo algum, de objetos, ervas ou ritos. Todavia, varia o modo e a preferência de um benzedor para outro, quanto ao uso de certos ingredientes ou sistema de operar. Aqui, a preta-velha benze utilizando-se de galhos de arruda, ou palha benta, esconjurando os fluidos ruins e fazendo cruzes sobre o paciente; ali, outra criatura usa de rosário, escapulário, talismã ou bolsinha de oração; acolá, o caboclo benze cruzando o corpo do enfermo com objetos de aço para atrair e imantar os maus fluidos, objetos que depois ele lança atrás da porta ou na água corrente. Alguns benzedores solicitam dos enfermos objetos como faca, canivetes ou até chaveiros usados, e que depois atiram fora, convictos de os terem imantado com os fluidos ruins do benzido!
- do livro MAGIA DE REDENÇÃO.
Foto: Júlio Cordeiro - Agência RBS.

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